Caixa Geral de Depósitos reforça dividendos ao Estado para 378 milhões

  • ECO
  • 27 Maio 2022

"Situação financeira robusta" permite um reforço em 137 milhões face aos dividendos inicialmente previstos, diz o banco público.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai entregar ao Estado, acionista único, dividendos no valor de 378,3 milhões de euros, mais 137 milhões de euros face ao que estava previsto, avança o banco em comunicado enviado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco público afirma ter “uma situação financeira robusta” e diz ainda “que a alteração do montante a entregar ao acionista não prejudica a sua capacidade de cumprir com os requisitos legais e regulamentares”. Nesse sentido, vai entregar mais 137,16 milhões de euros ao Estado.

O Conselho de Administração propôs, no âmbito dos documentos de prestação de contas relativos ao exercício de 2021, que o resultado líquido da CGD, no montante de cerca de 441,5 milhões de euros, fosse aplicado da seguinte forma: 88.306.848 euros para reserva legal, 241.070.965 euros para dividendos e 112.156.425 euros para incorporação na rubrica “Outras Reservas e Resultados Transitados” do balanço.

A Caixa nota ainda que obteve resultados líquidos consolidados de cerca de 583 milhões de euros que, “deduzidos do montante acima proposto para Reserva Legal”, totalizam cerca de 495 milhões de euros.

“O Conselho de Administração propõe que, uma vez aprovada a aplicação de resultados apresentada nos documentos de prestação de contas relativos ao exercício de 2021, anteriormente mencionada, seja deliberada a distribuição de um montante adicional, no valor de 137.160.380 euros, nos mesmos termos e condições da deliberação do passado dia 29 de novembro de 2021″, refere o documento.

“Nos termos desta proposta a Caixa Geral de Depósitos procederá à entrega ao Estado Português, na qualidade de seu acionista único, de um valor total de 378.231.345 euros”. Face ao previsto na proposta de Orçamento de Estado para 2022 (OE 2022), aprovado esta sexta-feira, as Finanças vão receber mais um bónus. O valor no OE apontava para 200 milhões de euros, que já tinha sido revisto pela Caixa para 241 milhões em abril e agora, numa nova subida, para 378 milhões.

Desde que implementou o plano de reestruturação em 2017 – com uma recapitalização de 4,9 mil milhões de euros, dos quais 3,9 mil de dinheiro público –, a CGD devolveu “961,8 milhões de euros” aos contribuintes, indica o banco em comunicado.

Num outro comunicado, a CGD “informa ter formalmente recebido a renúncia”do presidente da mesa da Assembleia Geral do banco, eleito para o mandato de 2020-2023, “por incompatibilidade legal para a função, considerando o início do exercício do mandato de deputado à Assembleia da República”. Paulo Mota Pinto é o novo líder da bancada parlamentar social-democrata.

(Notícia atualizada às 21h40 com mais informação)

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