Destinos de luxo alternativos permitem poupar até 5.600 euros. Saiba quais

Uma viagem ao Panamá, no lugar de Bora Bora, pode permitir uma poupança de até 5.600 euros por pessoa. Nesta lista de destinos de luxo alternativos, também Lisboa tem um substituto 31% mais barato.

Num contexto mundial marcado pela inflação e uma subida generalizada dos preços, marcar férias nos destinos de luxo mais populares pode representar um esforço adicional no orçamento familiar. Mas a escolha de uma localização alternativa equiparável às habituais pode gerar uma poupança de até 5.600 euros por pessoa.

A Forbes Advisor calculou o custo médio de uma viagem de férias aos destinos de luxo mais populares e comparou com os preços praticados em destinos semelhantes. Desta forma, criou uma lista de alternativas mais económicas, comparando lado a lado os custos geralmente associados, e a poupança.

Para os cálculos foram contabilizados os principais destinos de verão, e foram comparados os custos associados entre estes e as alternativas mais baratas. Nos cálculos foram considerados os custos médios com uma estadia de sete noites num hotel de quatro estrelas, duas refeições diárias em restaurantes, uma atividade principal, e 10 quilómetros de táxi por dia.

Panamá no lugar de Bora Bora

PanamáRodrigo Cuel - Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

Para os turistas americanos, Bora Bora, na Polinésia Francesa, é um dos destinos de férias mais procurados, contando com mais de meio milhão de pesquisas no Google só no mês passado. No entanto, é possível poupar até 5.894 dólares (5.609 euros) trocando Bora Bora pelo Panamá, na América Central, uma redução de 75,68% no orçamento.

Além do país contar com inúmeras praias nos seus mais de 3.000 quilómetros de costa, é também possível conhecer as comunidades indígenas locais, bem como visitar as tradicionais fábricas de charutos da região. Esta alternativa é a que permite a maior poupança no orçamento das férias de verão.

Neste caso, a poupança também é mais expressiva nos custos com alojamento, sendo que a diferença pode atingir os 5.407 dólares, ou menos 89,11%. Os gastos em restaurantes, por sua vez, também podem ser até 68% menores, o que representa uma redução de 238 dólares. Embora a poupança com atividades seja a menos expressiva, correspondendo apenas a menos 17,43%, em termos nominais isto representa menos 208 dólares por pessoa.

Curaçau no lugar das Bahamas

CuraçauIzabela23 - Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

Curaçau, uma ilha holandesa nas caraíbas, é o destino que permite a segunda maior poupança no orçamento familiar. Com uma diferença de aproximadamente 2.081 dólares por pessoa (1.974,06 euros), ou menos 44,95%, Curaçau pode não contar com praias cor-de-rosa ou uma praia dedicada a porcos selvagens, mas lá é possível não só aprender mergulho como nadar com tartarugas marinhas.

Neste destino paradisíaco alternativo, a despesa com táxis será superior em 63,86%, ou mais 90 dólares, mas esta diferença é equilibrada com as poupanças nos restantes campos. Só no hotel, a troca pode poupar exigir menos 1,694 dólares ao orçamento, uma diferença de 55,67%. Já nos restaurantes e gastos com atividades, a poupança é de 33,72% (118 dólares) e 32,47% (359 dólares), respetivamente.

Florida no lugar de Havai

Florida, EUAKevin J King - Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

Banhados por oceanos opostos, Florida, além de ser sinónimo do parque de diversões Walt Disney World, o Kennedy Space Center e os estúdios da Universal, representa também uma poupança de 1.799 dólares (1.712 euros) face ao Havai, ou um esforço orçamental inferior em 41,43%.

O estado no extremo sudeste norte-americano apresenta a vantagem de ter preços mais baratos em todos os aspetos sob análise, especialmente no alojamento e na generalidade das atividades. Uma semana na Flórida fica cerca de 46,24% mais barata do que no Havai, uma redução de 1,355 dólares. Já o custo de uma atividade diária na cidade fica 39,59% mais barato por pessoa, o que se traduz numa poupança de 408 dólares.

Ilhas Fiji no lugar das Maldivas

Ilhas FijiMartin Valigursky - Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

As ilhas Fiji representam uma alternativa mais económica do que as Maldivas para os turistas norte-americanos. Com uma poupança de aproximadamente 770 dólares (732 euros) por pessoa, ou menos 28,9%, aqui é possível encontrar o Jardim do Gigante Adormecido, águas termais e banhos de lama, bem como demonstrações da cultura local.

Aqui não irá poupar no custo das atividades diárias: irá gastar nisso mais 10,8%, ou 62 dólares. Porém, a redução de custos será mais evidente, novamente, nas despesas com alojamento, onde poderá poupar 38,94% (menos 745 dólares) por pessoa, e cerca de 65,03% nas despesas com o táxi (menos 74 dólares).

Cidade do México no lugar de Lisboa

Cidade do MéxicoRamiro Reyna Jr - shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

Em quinto lugar na lista da Forbes encontra-se a cidade do México enquanto uma alternativa mais económica face a Lisboa. A poupança total pode atingir os 564 dólares (ou 536 euros) por pessoa, o que representa uma diferença de 31,8%. A maior poupança está precisamente nos custos de alojamento, onde uma estadia de hotel pode ficar até 43,8% mais barata no México do que na capital de Portugal, o que representa uma poupança de 449 dólares.

No que diz respeito às despesas com alimentação, a poupança de 29,56% reflete-se em mais 43 dólares na carteira, por pessoa. Por sua vez, a poupança já perde expressão ao considerarmos uma poupança de 20,41% com a despesa em táxis, o que reflete uma diferença de sete dólares. Ao analisar a poupança nas despesas com atividades, o México continua a ser mais barato ao permitir gastar menos 65 dólares neste aspeto, ou menos 11,47%.

Monumentos como o Mosteiro dos Jerónimos, o Oceanário de Lisboa ou o Museu Calouste Gulbenkian ficariam, naturalmente, fora de alcance. Mas, em alternativa, os turistas encontram o Museu Frida Kahlo, o Palácio de Belas Artes e a Catedral Metropolitana da Cidade do México.

Istambul no lugar de Atenas

Istambul, Turquia.Seqoya- Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

Situadas relativamente próximas uma da outra, Istambul compensa a distância extra quando se fala de poupança. Visitar a Turquia em vez da Grécia pode corresponder a uma diferença de 391 dólares (372 euros), ou menos 25,11%.

Contrariamente à maioria dos restantes casos, aqui pode gastar menos com alimentação e nos transportes. Enquanto duas refeições por dia ficam 67,55% mais baratas (menos 118 dólares), os cerca de 10 quilómetros de táxi diários comparam-se a um preço 46,75% inferior, o que se traduz em mais 25 dólares na carteira.

Marselha no lugar de Paris

Marselha, França.Vichie81 - Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

Paris é um dos principais destinos de luxo no mundo, mas a cidade portuária de Marselha, no sul de França, também ganha destaque não só pelos custos mais modestos, mas também pela sua posição central no comércio da região.

Além da Basílica Notre-Dame de la Garde, poderá também poupar cerca de 7,59% face a uma visita a Paris, ou menos 189 dólares (179 euros). Enquanto o custo de atividades na cidade será marginalmente superior (mais 1,5%), os gastos serão quase 10% menores no alojamento (menos 136 dólares), e 20% inferiores na alimentação (menos 44 dólares).

Cairo no lugar de Roma

Cairo, Egito.AlexAnton - Shutterstock. Cedido por Forbes Advisor

À semelhança de Istambul, a cidade do Cairo, no Egito, é um caso onde novamente compensa fazer a distância extra face a Roma, na Itália. A poupança é mais modesta em relação às restantes localizações na lista, com gastos apenas 8,18% inferiores, ou menos 154 dólares (146 euros). Aqui as únicas áreas onde irá gastar menos dizem respeito a alimentação e transportes. No Cairo pode esperar uma poupança de 78,45% (menos 218 dólares) por pessoa quando for a um restaurante, e de 83,48% nas viagens de táxi (menos 67 dólares).

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