BRANDS' CAPITAL VERDE Novo em folha(s): 6 ideias para reciclar produtos

  • BRAND'S CAPITAL VERDE
  • 21 Julho 2022

Palavra de ordem atualmente é sustentabilidade: do velho se cria o novo. Eis cinco dicas imprescindíveis para reaproveitar artigos que ainda não chegaram ao fim do seu ciclo de vida.

Existe coisa mais bonita do que o ciclo de uma vida? Nascemos muito pequeninos, temos a oportunidade, o privilégio, de experienciar a vida humana com todas as nuances, emoções, sensações, histórias que escolhemos viver. Envelhecemos e, um dia, partimos para um local que ninguém sabe bem qual é. Queremos prevenir o declínio da nossa saúde e por isso cuidamos de nós. Mas… e quem cuida da casa-mãe?

Não é um exagero a quantidade de vezes que a palavra sustentabilidade aparece em noticiários, artigos, conferências, manifestações: em média, um português produz cerca de 1.33 kg de lixo por dia, o que equivale a um número expressivo de 485.45 kg por ano, 486.78 kg, se o ano for bissexto. Reflita connosco: quantas vezes por dia se preocupa com este facto?

Se todos nos esquecermos de agir em nome de um mundo mais sustentável, quem o fará? Idealmente, seríamos todos campeões da reciclagem e da reutilização, mas se ainda não é o seu caso, comece, mesmo que devagarinho, com estas 5 dicas para tornar o velho em novo.

  1. Roupa rasgada? Saiba o que pode fazer para reciclar a sua roupa
    Também a roupa tem o seu ciclo de vida: depois de produzida e ao ser utilizada, desgasta-se com os anos, com as lavagens, mais ou menos rapidamente dependendo do material. Colocá-la no lixo indiferenciado, muitas vezes por ser de fácil acessibilidade, é um erro: segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, são descartadas cerca de 200 toneladas de roupa por ano, em Portugal, que acabam por ser encaminhadas para aterros ou são queimadas. Para o evitar, procure um contentor de resíduos têxteis perto da sua residência, para que possa ser reutilizada ou reciclada. Estima-se que cada cidadão europeu seja responsável pela emissão de 654 quilos de CO2 por comprar e descartar peças de roupa, que não chegam ao fim do seu ciclo de utilidade. Procure comprar menos e aposte em produtos de melhor qualidade.
  2. Precisa de acondicionar produtos, materiais frágeis, ou objetos irregulares? Agora é gratuito, muito fácil e pode ser feito de forma mais sustentável
    Quando pensamos no conceito de economia circular, em oposição à economia linear, estamos a procurar reduzir, reutilizar, recuperar e reciclar materiais. Do velho se faz novo: através dos CTT, consegue, atualmente, optar por enviar qualquer material que precise de ser acondicionado de forma mais sustentável. Trata-se de um projeto-piloto que está a ser testado em algumas Lojas CTT a nível nacional e que utiliza farripas de papel 100% reutilizado para o enchimento do seu envio de objetos postais e expresso. Através do reaproveitamento de toneladas de papel que ainda não chegou ao fim do seu ciclo de vida, esta iniciativa constitui um passo importante para a economia circular naquele que é um mercado em profunda expansão — o do ecommerce.
  3. Hortas até num vaso? Sim é (mais do que) possível
    Do vaso para o prato: o cultivo de hortas em ambiente doméstico pode ser um desafio, mas é uma tendência que está a crescer. As opções são muitas quando pensamos no espaço disponível em casa, sobretudo se procurar reutilizar vasos — não só beneficia o ambiente, a sua saúde, como também a sua carteira. Reaproveite o espaço vazio em espaços com exposição solar moderada e semeie coentros, salsa, alho, rabanete, tomate, morangos ou beterraba. Não só de vasos são feitas as hortas domésticas. No fundo de um garrafão de plástico, por exemplo, é igualmente possível semear este tipo de alimentos.
  4. Salvar os oceanos? Claro, com o apoio da Full Cycle conseguimos aumentar o tempo de vida do plástico
    Plástico no oceano? Sim, é uma realidade. Ficaríamos espantados se todos os materiais produzidos à base de plástico tivessem um sistema de tracking em tempo real. É que, de facto, as partículas de micro plástico ou até mesmo produtos de maiores dimensões navegam no oceano, entre vários continentes. Segundo a ONU, todos os anos contabilizam-se pelo menos oito milhões de toneladas de plástico em mar aberto. Neste sentido, a organização Full Cycle lançou um projeto que promove a redução de plástico nos oceanos que pretende produzir produtos, como viseiras, salva-orelhas e peças de acessibilidade, criados a partir de plástico recolhido no mar, protegendo a biodiversidade marítima.
  5. Ainda costuma deitar fora as rolhas de cortiça? Depois disto, nunca mais vai fazê-lo
    Aqui a chave é a criatividade: se ao abrir uma garrafa de vinho, coloca a rolha no lixo indiferenciado, saiba que existem alternativas mais circulares. Por ser um material adaptável, consegue-se facilmente manipular e reaproveitar, até para decoração da casa — consoante os gostos. Desde individuais para refeições, bases para copos ou tapetes, basta ter à sua disposição as ferramentas certas para limar as arestas necessárias. Por exemplo, opte por decorar o vaso da sua horta doméstica com rolhas ou recriar novos puxadores para a sua mesa de cabeceira já sem graça.

Nascemos, vivemos, partimos. Mas o Planeta Terra continua a girar sobre si próprio. Da próxima vez que escolhermos colocar um resíduo no lixo indiferenciado, pensemos novamente: do velho se faz o novo.

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