Inapa passa de prejuízos para lucros de 16 milhões no primeiro semestre

  • ECO
  • 21 Setembro 2022

Empresa liderada por Diogo Rezende beneficiou de ganhos com vendas de papel e de melhoria da margem bruta. Custos de exploração baixaram apesar do agravamento de custos de transporte.

A Inapa virou os resultados no primeiro semestre em comparação com 2021. A empresa de distribuição de papel registou lucros de 16 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2022, o que compara com os prejuízos de três milhões de euros no mesmo período do ano passado. O aumento das vendas e da margem bruta foi decisivo para este desempenho.

“Em 2022 o grupo beneficiou de ganhos resultantes das reorganizações implementadas em diferentes geografias nos últimos anos. Entretanto, foram identificadas medidas adicionais de redução de custos nas áreas de logística e de organização comercial na Alemanha, que se encontram em fase de implementação, e cujas poupanças se irão refletir, de forma progressiva, entre 2022 e 2023”, destaca o líder da Inapa, Diogo Rezende, na informação divulgada junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Entre janeiro e junho, a empresa faturou 614 milhões de euros, mais 38% na comparação com o primeiro semestre de 2021. As vendas de papel cresceram cerca de 42%; nas vendas em negócios complementares de embalagem, comunicação visual e consumíveis de escritório, o aumento foi de 10%.

Nota ainda para o aumento de 2,4 pontos percentuais da margem bruta, representando 20,8% das vendas. “Esta performance é explicada pela gestão criteriosa do pricing e melhoria do mix de vendas, através da aposta em produtos de margens mais elevadas”, nota a empresa em comunicado.

Os custos de exploração baixaram para 13,4% das vendas – menos 2,4 pontos percentuais –, apesar do aumento de despesas com pessoal e dos custos de transporte, “inerentes ao melhor desempenho de vendas e maior custo dos combustíveis”.

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) melhorou para 42,5 milhões de euros, o que compara com os 33,1 milhões da primeira metade de 2021. A dívida líquida caiu para 226,4 milhões de euros, menos 30,4% face a igual período de 2021.

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