Não residentes compram 6,4% das casas transacionadas no segundo trimestre

Transações de habitações com este perfil de comprador no segundo trimestre do ano "continuaram a aumentar a ritmos significativamente superiores", revela o INE.

Das mais de 43 mil casas vendidas no segundo trimestre, quase 3.000 (6,4%) foram compradas por pessoas com domicílio fiscal fora de Portugal, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). As transações de habitações com este perfil de comprador “continuaram a aumentar a ritmos significativamente superiores”, revelam o gabinete de estatísticas.

Entre abril e junho foram transacionadas 43.607 habitações (num total de 8,29 mil milhões de euros), das quais 40.824 (7,3 milhões de euros) foram compradas por pessoas residentes no país. Assim, as restantes 2.783 unidades que passaram de mãos foram adquiridas por compradores com residência fiscal fora de Portugal.

Em termos de valor, 7,3 mil milhões de euros dizem respeito a casas compradas por pessoas residentes em território nacional. Com isto, as casas compradas por estrangeiros ou emigrantes totalizaram quase mil milhões. “As transações referentes a compradores com domicílio fiscal fora do território nacional continuaram a aumentar a ritmos significativamente superiores”, afirma o INE.

Dentro do universo dos compradores que moram fora do país, a categoria “União Europeia” correspondeu a 1.555 transações (452 milhões de euros), o equivalente a um aumento de 62% face ao mesmo trimestre de 2021, e os “restantes países” a 1.228 (531 milhões), mais 63,1%.

Ainda numa análise ao tipo de compradores de habitações, os pertencentes ao setor institucional das “famílias” foram responsáveis pela aquisição de 38.181 unidades (87,6% do total). Em valor, as aquisições efetuadas por “famílias” corresponderam a 7,2 mil milhões de euros (86,7% do total).

Entre abril e junho, de acordo com os dados do INE, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) registou um aumento de 13,2% face ao mesmo trimestre do ano passado, ou seja, mais 0,3 pontos percentuais face ao observado no trimestre anterior, “atingindo um novo máximo histórico da série disponível”, que começou em 2009.

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