Margem de refinação da Galp afunda 65%, mas continua elevada

Petrolífera viu a margem de refinação cair 65% para 7,7 dólares por barril no terceiro trimestre, em comparação com o trimestre anterior. Ainda assim, é quase o dobro do observado há um ano.

A Galp Energia GALP 0,20% aumentou a produção de petróleo em 7% no terceiro trimestre, face ao trimestre anterior, mas a margem de refinação afundou 65% em cadeia, apesar de continuar a ser quase o dobro da registada há um ano.

No trading update publicado esta quarta-feira, um relatório onde dá a conhecer os indicadores operacionais do período entre julho e setembro, a petrolífera exibe um crescimento de 7% em cadeia na produção de petróleo, de 107,7 mil para 114,8 mil barris diários. É, contudo, uma queda de 2% face ao trimestre homólogo.

Porém, num período marcado pela descida dos preços do petróleo e dos combustíveis, a Galp viu a margem de refinação afundar 65% em cadeia, de 22,3 dólares para 7,7 dólares por barril de petróleo ou equivalente. Um valor que, ainda assim, é 92% superior aos quatro dólares por barril que eram registados há um ano, antes do impacto da guerra no mercado petrolífero.

A empresa explica o aumento na produção diária de petróleo ou equivalentes com uma redução nas manutenções programadas e “maior eficiência” nas unidades. Em simultâneo, justifica a menor margem de refinação com a redução nos preços dos combustíveis.

O trading update antecede a publicação das contas trimestrais da Galp, que está agendada para 24 de outubro, antes da abertura dos mercados. No documento, o grupo informa também que espera uma redução da dívida líquida neste trimestre e dá conta de que os resultados do terceiro trimestre vão incluir uma imparidade de 30 milhões de euros que diz respeito a uma exploração em São Tomé e Príncipe, por não existir “evidência de descoberta comercial”.

As ações da Galp recuam 2,87% na bolsa de Lisboa, para 9,97 euros, após a divulgação destas informações.

(Notícia atualizada pela última vez às 8h39)

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