Portugal é o quinto país da UE onde as famílias menos poupam

  • Mariana Tiago
  • 2 Dezembro 2022

As famílias portugueses poupam apenas 9,8% dos seus rendimentos. Segundo dados da Eurostat, a Irlanda ocupa o primeiro lugar da tabela.

Os agregados familiares portugueses são dos que menos poupam na União Europeia. Os dados, avançados pela Eurostat esta sexta-feira, revelam que em 2021, as famílias portuguesas pouparam apenas 9,8% dos seus rendimentos. A Irlanda ocupa o primeiro lugar da tabela.

De entre os Estados-membros da UE que aderiram ao euro, oito países apresentaram taxas de poupança familiar superiores à média da UE (de 16,9%) em 2021. São eles Bélgica, Áustria, Luxemburgo, França, Eslovénia, Alemanha, Países Baixos e, em primeiro lugar, a Irlanda (onde se regista uma poupança de 24,3%).

Dos países da UE que não aderiram ao euro, é a República Checa aquele onde os agregados familiares mais poupam, nomeadamente 19,4% dos seus rendimentos. O país assume, assim, o quarto lugar na tabela geral. Seguem-se a Suécia (18,1%) e a Hungria (17,4%).

O comportamento das famílias é analisado pelo Eurostat através de indicadores que cobrem as taxas de poupança bruta e de investimento, os rácios da dívida bruta sobre o rendimento e a riqueza financeira líquida face aos rendimentos obtidos. Segundo o relatório, o país da UE onde a taxa de poupança familiar se apresenta mais baixa é na Polónia, de apenas 2,8%. Mas se falarmos dos Estados-membros que têm o euro como moeda única, o destaque vai para a Grécia, onde as famílias poupam apenas 3,7% dos seus rendimentos.

De acordo com os dados avançados, de entre todos os Estados-membros da aliança europeia, Portugal, ocupa o 20.º lugar da tabela, sendo que os agregados familiares poupam apenas cerca de 9,8% dos seus rendimentos. O país torna-se, assim, o quinto país da UE onde as famílias menos poupam.

Entre 2020 e 2021, a taxa de poupança da União Europeia caiu 1,6 pontos percentuais, estando atualmente nos 6,9%. No entanto, na zona euro a mesma taxa apresentou uma diminuição de dois pontos percentuais. A queda na poupança, alertam os dados do relatório, pode dever-se parcialmente ao aumento das despesas de consumo devido ao levantamento das restrições relacionadas com a Covid-19.

Os únicos aumentos da taxa de poupança entre 2020 e 2021 verificaram-se na Hungria, Grécia e República Checa. Por sua vez, as maiores descidas registaram-se no Luxemburgo, Lituânia e Polónia. No entanto, é de destacar que países como a Malta, Bulgária e Roménia não apresentaram quaisquer dados.

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