PSD desce mais o IRS do 3.º e 4.º escalões e iguala propostas de PS e Chega

O líder da bancada laranja, Hugo Soares, anunciou que o partido entregou um projeto que reduz as taxas em 0,5 pontos, mas baixa menos o imposto do 6.º escalão para não violar a norma-travão.

O grupo parlamentar do PSD comprometeu-se a reduzir ainda mais as taxas dos 3.º e 4.º escalões do IRS, isto é, de quem recebe entre 1.100 e 1.800 euros mensais, de forma a “igualar a proposta do Chega e do PS”, anunciou esta quarta-feira o líder da bancada social-democrata, Hugo Soares, durante o debate quinzenal, depois de ter sido desafiado pelo líder do Chega, André Ventura.

A proposta do Governo prevê uma diminuição da taxa do 3.º escalão, entre 11.623 e 16.472 rendimentos brutos anuais, em 0,5 pontos percentuais (p.p.), de 23% para 22,50%. Ora o projeto do PSD visa baixar mais 0,5 p.p. para 22%.

No 4º escalão, entre 16.472 e 21.750 euros anuais, o Executivo pretendia diminuir a taxa em 0,5 p.p., de 26% par 25,50%. Os sociais-democratas propõem agora recuar o imposto mais 0,5 p.p. para 25%. Desta feita, o grupo parlamentar equipara a proposta do PS e do Chega.

Como contrapartida, e para “não violar a norma-travão”, o PSD foi “ao encontro do PS e aproximou-se do 6.º escalão”, baixando menos a taxa deste intervalo de rendimentos, revelou ainda Hugo Soares. Isto significa que a taxa deste patamar de retribuições, entre 28.500 e 35.500 euros brutos anuais ou de entre 2.200 e 3.100 euros mensais, em vez de baixar 3 p.p., de 37% para 34%, deverá ter uma redução menor, de 1 p.p., para 36%, em linha com o que propõe o PS.

“Não há razões para dizer que não negociámos. Desta vez vamos ver se o Chega se chega mais ao PS ou se o PS vai dar colo ao Chega”, atirou o líder da bancada laranja. No final de debate quinzenal, o primeiro-ministro deu respaldo às palavras de Hugo Soares, afirmando que, durante a discussão, na especialidade, das várias propostas de alteração do IRS, “será a ocasião para ver se o Chega e o PS têm ou não predisposição para o diálogo político”.

“Reclamar diálogo do Governo tem de ter o reverso da medalha. Vamos aguardar com expectativa para ver se quem não rejeitou o programa do Governo se quer dar ao Governo as condições para executar a nossa política”, atirou Luís Montenegro, referindo-se quer ao Chega quer ao PS. O primeiro votou contra as duas moções de rejeição, apresentadas por PCP e BE, e o segundo absteve-se.

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