BRANDS' TRABALHO Bem-estar e crescimento dos colaboradores: “As empresas que não acompanharem esta tendência correm o risco de perder talento para organizações que já incorporam esta visão”

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  • 3 Abril 2025

Rui Reis, Diretor Executivo da Mind Source explicou como auscultar as equipas e colocar as pessoas no centro da estratégia tem ajudado a performance da empresa.

Quem mergulhe nos arquivos do site oficial da Great Place To Work e recuar até 2011 vai encontrar uma marca que desde esse ano não mais deixou de estar no ranking das melhores empresas onde se trabalhar em Portugal. O palmarés de distinções da Mind Source neste contexto não deixa de impressionar, bastando olhar para os últimos anos, a começar por 2024, em que foi a nº1 na lista Best Workplaces de IT em Portugal, integrou o Top 15 dos BestWorkplaces Wellbeing e a lista BestWorkplaces Europe, e continuando para o ano corrente, no qual foi vencedora dos BestWorkplaces Portugal 2025 na categoria de empresas de entre 201 e 500 colaboradores.

Um olhar mais atento aos statements oficiais da empresa, em sites e redes sociais, revela que a palavra “pessoas” vem quase sempre antes de “clientes” ou de “comunidade”, e que é feita regular referência a uma cultura de valorização do reconhecimento e das oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional. Os prémios e posicionamento da Mind Source quase fazem desta empresa de serviços e soluções tecnológicas especializada em projetos de consultoria e outsourcing de IT, uma autoridade no que toca a lidar com equipas, a começar pelos seus mais de 201 colaboradores.

No seu discurso de receção da distinção de BestWorkplaces 2025, em evento realizado a 26 de março último, no Convento do Beato, em Lisboa, Carlos Seguro de Carvalho, Founder e Partner da Mind Source, agradeceu aos colaboradores: «são eles que fazem a diferença, no dia-a-dia, no companheirismo e na familiaridade.» Dias depois deste reconhecimento no âmbito da iniciativa da Great Place To Work, Rui Reis, Diretor Executivo da Mind Source, explica a cultura voltada para as pessoas que a empresa faz questão de preconizar.

Em que medida tem sido importante compreender o que os colaboradores pensam e sentem para a empresa saber responder às expectativas das equipas?

Na Mind Source, acreditamos que as pessoas são o nosso maior ativo. Compreender o que move os nossos colaboradores ajuda-nos a antecipar necessidades, adaptar estratégias e fortalecer a nossa proposta de valor como empregador. Seja através da melhoria das condições de trabalho, do desenvolvimento profissional ou da promoção de um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional, estamos constantemente a ajustar a nossa abordagem para garantir equipas motivadas e alinhadas com a visão da Mind Source.

A importância de questionarmos o que os colaboradores pensam tornou-se cada vez mais evidente com a mudança de paradigma do trabalho. As prioridades das pessoas mudaram, e uma nova geração integra o mercado de trabalho com expectativas muito diferentes, incluindo a crescente adoção do trabalho remoto. Isto tem um impacto significativo na forma como lideramos, comunicamos e promovemos o envolvimento das nossas equipas.

Não podemos assumir que sabemos o que as pessoas querem, porque a única coisa que sabemos ao certo é que o que querem está a mudar profundamente os fatores externos que nos envolvem – desde o trabalho remoto e os nómadas digitais até às alterações climáticas, a situação geopolítica mundial e a evolução das expectativas em relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Auscultar as equipas permite-nos criar um ambiente onde todos se sentem valorizados e motivados, o que, por sua vez, impacta diretamente a produtividade, a inovação e a retenção de talentos. Investimos em canais abertos de comunicação porque sabemos que expectativas mal compreendidas levam a desafios organizacionais evitáveis.

"Investir nas pessoas é sempre o melhor caminho”

Rui Reis, Diretor Executivo da Mind Source

Das características apontadas pelas empresas participantes na iniciativa da Great Place To Work, quais as que se aplicam mais ao caso da Mind Source?

O estudo levado a cabo pelo Great Place To Work é para nós uma ferramenta muito útil que nos permite olhar para “dentro” mas também compararmo-nos com outras empresas nacionais de dimensão semelhante ou do mesmo setor. O estudo promove a partilha de boas práticas entre as empresas e mostra que existe um ecossistema de empresas que aspiram continuamente a serem melhores para os seus colaboradores. Esta troca de experiências inspira-nos a elevar constantemente os nossos padrões e reforça a nossa convicção de que investir nas pessoas é sempre o melhor caminho.

A iniciativa da Great Places to Work reforça a importância destes princípios e valida algo que há muito faz parte da nossa cultura: colocar as pessoas no centro da estratégia empresarial.

A cultura de escuta ativa e de ação baseada no feedback das equipas é um dos pilares da nossa gestão. Não vemos a auscultação das equipas como um processo pontual, mas sim como um hábito contínuo que nos permite melhorar constantemente. Acreditamos que só conseguimos evoluir enquanto empresa se ouvirmos e compreendermos o que realmente importa para os nossos colaboradores. Além disso, promovemos um ambiente onde as pessoas se sentem seguras e motivadas para inovar, partilhar ideias e crescer profissionalmente. Sabemos que colaboradores felizes e comprometidos são mais produtivos e criam valor não apenas para a empresa, mas também para os nossos clientes e parceiros.

Na Mind Source acreditamos que um ambiente profissional seguro, motivante e centrado nas pessoas é a base de qualquer organização de sucesso.

Associam a performance aos níveis de felicidade das equipas ou existem outros fatores a destacar?

Sem dúvida, acreditamos que existe uma forte correlação entre a felicidade das equipas e a sua performance. Colaboradores felizes estão mais motivados, colaboram melhor e, naturalmente, entregam melhores resultados. No entanto, a performance organizacional é um conceito multifatorial e não depende apenas do bem-estar das equipas.

Para além da felicidade, destacamos outros fatores fundamentais, como a clareza de objetivos e propósito, liderança inspiradora, oportunidades de desenvolvimento, reconhecimento do mérito e a existência de processos e ferramentas eficientes que permitam às equipas trabalharem com foco e impacto. Não é ao acaso que 98% dos colaboradores da Mind Source afirma que a Mind Source disponibiliza formação que aumenta a sua valorização profissional e também 98% afirma que existe facilidade em contactar e dialogar com a liderança.

A felicidade, por si só, não se traduz em performance elevada se não for acompanhada de desafios estimulantes, um ambiente de confiança e uma cultura que promova a autonomia e a responsabilidade.

Além disso, a cultura de feedback e melhoria contínua também desempenha um papel essencial. Não basta que os colaboradores se sintam felizes no ambiente de trabalho; é crucial que se sintam valorizados, tenham espaço para crescer e percebam o impacto do seu trabalho na organização. Por isso, na Mind Source, trabalhamos para criar um equilíbrio entre o bem-estar e a exigência, garantindo que as nossas equipas não só se sintam bem, mas também tenham os meios e a inspiração necessários para alcançar o seu máximo potencial.

A participação e reconhecimento em rankings como o “Melhores Lugares Para Trabalhar” ajuda a empresa a posicionar-se melhor na competição por talento, pelo simples facto de valorizar a cultura organizacional que coloca os colaboradores em primeiro lugar?

A participação e o reconhecimento em rankings como o “Melhores Lugares Para Trabalhar” têm, sem dúvida, um impacto real na atração e retenção de talento. Num mercado de trabalho cada vez mais competitivo, os profissionais procuram empresas que valorizam as pessoas, promovem um ambiente saudável e oferecem oportunidades reais de crescimento.

Quando alguém está à procura de um novo desafio profissional, naturalmente que quer mudar para melhor. Quem não quer encontrar uma empresa que coloca os colaboradores em primeiro lugar? E quem não quer integrar uma organização que investe ativamente no seu desenvolvimento, através de formação, certificação especializada e oportunidades reais de progressão?

O facto de sermos considerados a Melhor Empresa para Trabalhar em Portugal pelo Great Place To Work não é apenas um título, é um selo de credibilidade, que valida os nossos esforços e nos posiciona como um empregador de referência. Uma coisa é sermos nós a dizer que somos uma excelente empresa para trabalhar e outra coisa é vir uma entidade internacional certificada, que conduz um estudo meticuloso interno e que atesta que, de facto, temos as práticas de bem-estar e de promoção de bom ambiente que dizemos que temos.

Mais do que um reconhecimento externo, encaramos esta participação como uma ferramenta estratégica para avaliar e melhorar continuamente o nosso ambiente de trabalho. Permite-nos obter insights valiosos sobre o que estamos a fazer bem e onde podemos evoluir, garantindo que a nossa cultura não só é atrativa para novos talentos, mas também continua a motivar e inspirar aqueles que já fazem parte da equipa.

No final, o verdadeiro impacto está no dia a dia: uma empresa onde as pessoas se sentem valorizadas e felizes tem naturalmente melhores resultados e maior capacidade de atrair os melhores profissionais.

"Hoje, é mais evidente que empresas que colocam os colaboradores no centro da sua estratégia tendem a ter melhores resultados – não apenas em produtividade, mas também em inovação, retenção de talento e reputação no mercado”

Sente que em Portugal há mais empresas a investirem no bem-estar e crescimento dos seus colaboradores por saberem que outras que já o fazem tendem a ter melhores resultados?

Sim, temos sentido uma mudança positiva em Portugal, com cada vez mais empresas a investirem no bem-estar e crescimento dos seus colaboradores. Há uma maior consciência de que o sucesso sustentável das organizações passa inevitavelmente pela valorização das pessoas.

Hoje, é mais evidente que empresas que colocam os colaboradores no centro da sua estratégia tendem a ter melhores resultados – não apenas em produtividade, mas também em inovação, retenção de talento e reputação no mercado. Este reconhecimento tem levado outras empresas a seguir o exemplo, criando um efeito positivo no ecossistema empresarial.

Além disso, o próprio mercado de trabalho está a pressionar essa mudança. Os profissionais estão mais exigentes na escolha dos seus empregadores, procurando não só boas condições salariais, mas também ambientes onde possam sentir-se ouvidos e valorizados, crescer, e equilibrar a vida pessoal e profissional. As empresas que não acompanharem esta tendência correm o risco de perder talento para organizações que já incorporam esta visão.

Por isso, vemos com bons olhos este crescimento da cultura de bem-estar e desenvolvimento dos colaboradores. Quando mais empresas adotam esta abordagem, mais o mercado se torna competitivo e as oportunidades para os profissionais melhoram, o que beneficia toda a economia e sociedade.

"Criar um ambiente onde todos se sentem ouvidos, valorizados e motivados para trabalhar em conjunto é essencial, independentemente do setor ou da faixa etária das equipas”

Considera que o facto de as empresas de IT serem compostas por equipas mais jovens torna mais fácil promover uma cultura de colaboração do que em outros setores onde a média de idades dos colaboradores é mais alta?

Acreditamos que a cultura de colaboração não depende da idade das equipas, mas sim da mentalidade e dos valores promovidos dentro da empresa. No setor de IT, onde as equipas tendem a ser mais jovens, a adoção de práticas colaborativas pode ser mais natural, uma vez que muitos profissionais já cresceram num ambiente digital, habituados a ferramentas de trabalho remoto, metodologias ágeis e dinâmicas de partilha de conhecimento. No entanto, equipas mais jovens podem também trazer desafios específicos à colaboração quando o trabalho é maioritariamente remoto. Há toda uma nova geração a integrar o mercado de trabalho que não vivencia a aprendizagem do ambiente profissional por osmose. Antes, muito do conhecimento e da cultura empresarial eram absorvidos informalmente no dia a dia do escritório, através da interação com colegas mais experientes. Hoje, é necessário um esforço consciente para recriar esse processo, garantindo que os novos talentos se integrem bem e desenvolvam competências de colaboração eficazes, mesmo à distância.

Por outro lado, isto não significa que seja mais difícil promover a colaboração com equipas mais experientes. Pelo contrário, quando existe uma cultura organizacional bem definida, que incentiva o trabalho em equipa, a diversidade de idades pode ser uma grande vantagem. Equipas intergeracionais combinam diferentes perspetivas, experiências e abordagens à resolução de problemas, o que pode enriquecer ainda mais a inovação e a produtividade.

O verdadeiro desafio não está na idade, mas sim na forma como a empresa fomenta a colaboração. Criar um ambiente onde todos se sentem ouvidos, valorizados e motivados para trabalhar em conjunto é essencial, independentemente do setor ou da faixa etária das equipas.

Por isso, na nossa empresa, apostamos em iniciativas que estimulam a cooperação, o conhecimento partilhado e o espírito de equipa, garantindo que a colaboração seja um elemento central da nossa cultura, seja qual for a composição geracional das nossas equipas.

Conheça aqui o perfil da Mind Source.

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