Estado já detém 100% da Lusa e aprova projeto de novos estatutos

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O Estado já detém a totalidade do capital da Lusa. Foi também aprovado um projeto de novos estatutos da agência, que será discutido na próxima semana.

O Estado passou a deter 100% da Lusa, após comprar as 58 mil ações a 2,50 euros cada — num investimento total de 145 mil euros –, à NP – Notícias de Portugal, Cooperativa de Utentes de Serviços de Informação.

A compra, feita através da Entidade do Tesouro e Finanças, “sucede à aquisição, também já executada, da participação que era detida pela RTP”, pelo que “o Estado detém agora 2.129.690 ações, a totalidade do capital social da Lusa, que representa o montante global de 5,3 milhões de euros“, lê-se em comunicado.

Os ministros de Estado e das Finanças e da Presidência aprovaram também um projeto de novos estatutos da agência, que “altera o modelo de governação da sociedade com vista a reforçar a sua capacidade e agilidade executiva, bem como a independência da atividade informativa e noticiosa da agência face aos poderes políticos, económicos, sociais e desportivos“, adianta-se na mesma nota.

O ministro da Presidência já tinha adiantado no final de outubro que ia “acabar de arrumar a casa” na Lusa e que esperava completar a compra de 100% da agência de notícias e aprovar o novo modelo de governação em novembro.

Para dia 26 de novembro estão marcadas reuniões com o conselho de administração, a direção de informação e a comissão de trabalhadores da Lusa assim como com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), para “troca de impressões sobre o novo modelo”.

O Estado tinha vindo desde 2024 a aumentar a sua participação no capital social da empresa, de 50,2% para 97,3%, por via da aquisição das participações sociais anteriormente detidas por entidades privadas.

Em julho de 2024 concluiu a compra das participações da Global Media e da Páginas Civilizadas na Lusa. A compra dos 23,36% do Global Media Group e dos 22,35% da Páginas Civilizadas estava apenas dependente da saída do World Opportunity Fund (WOF) da Páginas Civilizada — e, por via dessa, da Global Media —, para que o Estado fechasse o negócio.

Mais tarde, confirmou a intenção de adquirir as posições minoritárias na Lusa, nomeadamente, da NP – Notícias de Portugal, Público, RTP, e da Empresa do Diário do Minho, que já completou entretanto.

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