Jornalista Sofia Craveiro vence Prémio Mário Soares da Assembleia da República
No valor de 25 mil euros, o prémio é atribuído pelo presidente da Assembleia da República, mediante proposta do júri, que funcionará junto da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdade
A jornalista Sofia Craveiro é a vencedora do “Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia”, pela sua série de artigos intitulados “Arquivos de Media — Memória Sem Garantia de Preservação”, trabalho concluído após dois anos de investigação.
O “Prémio Mário Soares, Liberdade e Democracia” foi criado no ano passado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, com o objetivo de distinguir atividades ou trabalhos centrados nos valores defendidos pelo antigo primeiro-ministro (1976/1978 e 1983/1985) e chefe de Estado (1986/1996).
Este prémio lançado por José Pedro Aguiar-Branco pretende “distinguir o alto mérito da atividade de organizações não-governamentais, de trabalhos literários, históricos, científicos, jornalísticos, televisivos, radiofónicos ou outros, de autoria individual ou coletiva, e que contribuam para a formação da opinião pública, em total liberdade e diversidade de opiniões, no respeito dos valores democráticos, contribuindo dessa forma para o robustecimento da democracia em Portugal e no mundo”.
No valor de 25 mil euros, o prémio é atribuído pelo presidente da Assembleia da República, mediante proposta do júri, que funcionará junto da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias. O júri é constituído por um deputado de cada Grupo Parlamentar, representantes da academia e da Fundação Mário Soares.
Nesta primeira edição do prémio, o júri deliberou por unanimidade atribuí-lo a Sofia Craveiro, pela série de artigos jornalísticos publicados no ‘site’ da plataforma independente Gerador.
Sofia Craveiro fez um trabalho de investigação de dois anos sobre a realidade dos arquivos de órgãos de comunicação social em Portugal, que “demonstra a necessidade de valorização da preservação de documentos que constituem a memória coletiva patente nos órgãos de comunicação social”.
“O júri considerou dever ser distinguida a dimensão arquivística, uma componente da investigação atualmente a ser descurada, assim alertando para a necessidade de conservação dos arquivos dos media, fonte imprescindível para a História de Portugal”, lê-se na resolução do parlamento.
O júri deu também notas do mérito às candidaturas de Ângela Coutinho, com o programa “Dossier África” e a da Associação Discurso Paralelo (MyPolis).
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