Banca dá luz verde ao negócio entre Impresa e os italianos da MFE
Está assim verificada uma das condições para a assinatura do acordo entre os italianos da MFE e o grupo Impresa. Falta a CMVM decidir sobre a necessidade de lançamento de uma OPA.
A Impresa comunicou, esta quarta-feira, ao mercado que os bancos não vão alterar os termos dos financiamentos, verificando-se assim uma das duas condições para a assinatura do acordo entre os italianos da Media For Europe (MFE) e o grupo Impresa.
“Foi hoje recebida, pela Sociedade, a confirmação, por parte das instituições de crédito relevantes, de que estas não exercerão (e, nos casos aplicáveis, a renúncia ao exercício de) quaisquer direitos ao abrigo dos respetivos contratos de financiamento celebrados pela Sociedade e/ou pelas suas subsidiárias que resultem da celebração do Acordo de Investimento e a execução dos atos nele previstos, em particular relativos a cláusulas de resolução ou de vencimento antecipado”, pode ler-se no documento publicado no site da à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Esta comunicação surge na sequência da aprovação do aumento de capital pelos acionistas da Impresa, na segunda-feira, de forma a permitir aos italianos da MFE injetarem 17,3 milhões de euros no grupo. Em assembleia geral extraordinária, deliberaram ainda a “supressão dos direitos de preferência dos acionistas no aumento do capital social”.
Está ainda pendente a confirmação por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “de que o Acordo de Investimento e os atos nele previstos não impõem à MFE o dever de lançamento de oferta pública de aquisição sobre a totalidade das ações”.
Só depois do ‘ok ‘da CMVM é que a Impreger, holding da família Balsemão que controla a Impresa, e a MFE assinarão o acordo parassocial, que vai estabelecer as regras e deveres para a convivência entre os dois acionistas principais.
A entrada dos italianos no capital do grupo detentor da SIC e do Expresso vai concretizar-se através da subscrição de novas ações que serão emitidas a um preço unitário de 21 cêntimos.
A MFE passará a deter 32,934% da Impresa, mas sem atingir a maioria. O controlo continuará do lado da família Balsemão, através da Impreger, que verá a participação diluir-se de 58,75% para 33,738%. O conselho de administração liderado por Francisco Pedro Balsemão tem um ano para concretizar o acordo com a MFE.
(atualizado às 11h32)
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