Universo dos media em Portugal diminui quase 2% em 2025

Rafael Correia,

Os "serviços de programação distribuídos exclusivamente pela internet" desceram 20,83%, analisando os dados da Entidade Reguladora para a Comunicação Social no final de 2025.

O setor português dos media português contraiu 1,78% em 2025, totalizando os 2.481 órgãos de comunicação social (OCS) registados junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) a 31 de dezembro de 2025. Em contraciclo, as publicações periódicas, as empresas jornalísticas, os operadores televisivos e os órgãos dirigidos às comunidades portuguesas no estrangeiro viram os números subir entre um e cinco, em absoluto.

As publicações periódicas permanecem a categoria com mais OCS, num total de 1.678. O número cresceu entre 2024 e 2025 em 0,18% — saldo positivo de três. Analisando ao detalhe o registo em excel, foram registadas 103 publicações em 2025, o que mostra o fim de outras 100. Este registo foi atualizado a 7 de janeiro deste ano, levando a uma alteração dos números, uma vez que conta com apenas 1.674 OCS registados.

As empresas jornalísticas — que conta com 311 OCS — cresceram 1,63% em 2025, num saldo positivo de cinco mais empresas. Analisando o registo da ERC, com dados de 7 de janeiro deste ano, onde se mantém o número, destaca-se o surgimento de 17 novas empresas, com destaque para o distrito de Lisboa com oito novas. Aveiro, Castelo Branco, Évora, Faro, Porto e Santarém registaram novas empresas.

Nos operadores de rádio o número diminuiu de 267 OCS para 262 em 2025, numa redução de 1,87% — cinco em número absoluto. Analisando de novo o registo da ERC, que recordamos indicar dados até 7 de janeiro de 2026, confirma-se o cenário, com as mais recentes inscrições a remontarem a março e novembro de 2024, respetivamente a Rádio Cávado, em Portalegre, e a Rádio Voz de Reguengos, em Évora.

Completando a lista de categorias com maior número de OCS registados, estão os serviços de programas distribuídos exclusivamente pela internet. Foi a categoria com a maior quebra — 20,83% que se traduz numa redução de 45 OCS. Existem agora apenas 171 OCS registados. Os registos da ERC mostram que foram registados dez novos serviços, com o distrito de Lisboa a liderar com quatro — Rádio Via Aberta, M80 Top One, M80 2000 e M80 Natal. Os dados mostram que em 2026 já foram registados dois — Rádio Cereja do Fundão, em Castelo Branco, e Cidade Funk, em Lisboa.

É de salientar que os fornecedores de plataformas de partilha de vídeos desapareceram do registo, categoria introduzida em 2021. Se no ano passado, a ERC apontava existirem dois, agora não são incluídos na lista, nem existe essa categoria nos registos do site. Recuperando a lista, estavam a MEO e a Fedrax. No caso da primeira, uma das plataformas era o MEO Kanal que encerrou a 28 de novembro de 2024.

Restantes categorias:

  • Operadores televisivos – 26 OCS (mais um, o que equivale a mais 4%)
  • Operadores de serviços audiovisuais a pedido – 15 OCS (menos um, o que equivale a menos 6,25%)
  • Operadores de distribuição – 10 OCS (menos dois, o que equivale a menos 16,67%)
  • Órgãos de comunicação social dirigidos às comunidades portuguesas no estrangeiro, sem sede em Portugal – 6 OCS (menos um, o que equivale a um aumento de 20%)
  • Empresas noticiosas – 2 OCS (sem alteração)

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