Desemprego aumenta ligeiramente em fevereiro. Emprego em máximos
Desemprego situou-se em 6,4% em fevereiro, valor ligeiramente superior a janeiro, mas um pouco abaixo do registado há um ano. Emprego continuou em máximos de 27 anos.
O mercado de trabalho português continua a dar sinais de estabilidade. De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego fixou-se em 6,4% em fevereiro, apenas 0,1 pontos percentuais acima do registado no mês anterior. Já o emprego voltou a crescer, mantendo-se no nível mais elevado desde 1998.
“A taxa de desemprego situou-se em 6,4%, valor superior ao de janeiro do mesmo ano (0,1 pontos percentuais), tendo registado um decréscimo em relação a fevereiro de 2024 (0,1 pontos percentuais)“, informa o gabinete de estatísticas. No total, no segundo mês do ano, cerca de 354 mil pessoas estavam desempregadas.
Por outro lado, Portugal contava com quase 5,2 milhões de empregados, mais 2,2% do que no mês homólogo. Ou seja, entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, mais 111,3 mil pessoas ficaram empregadas em Portugal. Ora, de acordo com o INE, em fevereiro de 2025, a população empregada alcançou, deste modo, o valor mais elevado desde fevereiro de 1998.
Com estas variações do emprego e desemprego, fevereiro foi sinónimo de um aumento ligeiro em cadeia (0,1%) e de uma subida homóloga (2,1%) da população ativa, para 5,5 milhões de indivíduos.
Já a a população inativa (quase 2,5 milhões de pessoas) manteve-se praticamente inalterada em relação ao mês anterior, tendo diminuído em relação ao mês homólogo (0,4%).
“A taxa de subutilização do trabalho situou-se em 10,9%, valor superior ao de janeiro de 2025 (0,1 p.p.), mas inferior ao de fevereiro de 2024 (0,4 p.p.)”, acrescenta o gabinete de estatísticas. Com esta evolução, a taxa de subutilização do trabalho igualou o valor de agosto e de dezembro de 2024, correspondendo ao valor mais baixo desde fevereiro de 2011.
A subutilização do trabalho abrange não só a população desempregada, mas também o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inativos disponíveis, mas que não procuram emprego.
Conforme avançou o ECO, apesar dos desafios, os economistas perspetivam que o mercado de trabalho manter-se-á estável ao longo deste ano, ainda que com algumas entorses, nomeadamente o desemprego jovem. Apesar de o Governo ter reformulado os programas de estágios para dar resposta a esse problema, as notícias não são as melhores: em fevereiro, a taxa de desemprego de jovens, estimada em 20,9%, foi a mais alta desde novembro de 2024.
(Notícia atualizada às 11h33)
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