“As sanções não são por si mesmas uma solução para a guerra”, diz Durão Barrosopremium

José Manuel Durão Barroso em entrevista exclusiva ao ECO/Pessoas. Europeísta convicto, acredita que a União Europeia vai estar mais forte, mesmo sem reformas dos tratados.

Dia 9 de maio, Dia da Europa, Londres, sede do Goldman Sachs Europa, José Manuel Durão Barroso recebe-nos para uma conversa sobre o mundo e uma nova globalização, diferente daquela que conhecemos, com novas características regionais e de blocos. Da autodeterminação de Timor-Leste à invasão da Ucrânia passaram exatamente 20 anos, e um processo de aprendizagem que permitiu à União Europeia avançar. Antigo primeiro-ministro, antigo presidente da Comissão Europeia entre 2004 e 2014, chairman do maior banco de investimento do mundo na Europa, presidente da GAVI, a aliança global para as vacinas, Durão Barroso é mesmo um europeísta convicto. Nesta entrevista feita a dois tempos – para atualizar a informação sobre acontecimentos mais recentes associados à invasão da Ucrânia – Durão Barroso mostrou-se confiante no futuro da União Europeia, mas admite que tem de haver resiliência na guerra da Ucrânia.

Esta é uma versão editada da entrevista completa que é capa da nova revista Pessoas, que vai sair para as bancas em junho.

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