A aposta na promoção do espírito empresarial com vista a fomentar respostas inovadoras a desafios sociais e societais

  • Céu Carvalho
  • 12 Fevereiro 2020

O apoio e dinamização do ecossistema de empreendedorismo qualificado e criativo estimula o crescimento inteligente, inclusivo e sustentável, a valorização da especialização e a internacionalização.

A Estratégia Nacional para o Empreendedorismo – vertida no Programa StartUP Portugal – tem como objectivo dinamizar um ecossistema coerente que incentive a criação e aceleração de start-ups. Em consonância, a tipologia de acções colectivas destinada à Promoção do Espírito Empresarial (inserida no Programa Operacional Competitividade e Internacionalização do Portugal 2020) pretende, através da dinamização, capacitação e sensibilização do ecossistema do empreendedorismo, potenciar o aparecimento de novos empreendedores e empresários que promovam respostas inovadoras aos desafios sociais e societais visando directamente o apoio social e/ou externalidades positivas de impacto social na melhoria do bem-estar da comunidade.

Neste contexto, foi recentemente publicado o Aviso n.º 01/SIAC/2020, dirigido a associações empresariais, entidades não empresariais do sistema de I&I e agências públicas com competências nos domínios de promoção do empreendedorismo e de redes colaborativas. Podem candidatar-se a este Aviso projectos individuais ou projectos em copromoção (desenvolvidos por dois ou mais beneficiários) destinados à:

  • Dinamização de iniciativas de detecção, de estímulo e de apoio ao empreendedorismo, à capacitação de iniciativas empresariais e à concretização de novas empresas;
  • Dinamização de iniciativas de mentoria e coaching para apoio ao desenvolvimento de ideias inovadoras;
  • Dinamização de projectos estruturantes de suporte ao empreendedorismo, envolvendo infra-estruturas de aceleração, incubação e outras entidades do ecossistema de dinamização do empreendedorismo.

Adicionalmente, estes projectos deverão ter a duração máxima de 36 meses e identificar como público-alvo os jovens estudantes e/ou empreendedores que pretendam criar o seu próprio emprego/empresa ou com empresa recém-criada (isto é, PME constituída há menos de dois anos). No que respeita ao âmbito geográfico, o Aviso tem aplicação nas regiões NUTS II menos desenvolvidas – Norte, Centro e Alentejo –, estabelecendo que os efeitos do projecto têm de incidir, no mínimo, em duas destas regiões.

No total, está disponível uma dotação orçamental de 20 milhões de euros, dividida por duas fases de candidatura: a primeira até ao dia 30 de Abril de 2020 e a segunda até ao dia 31 de Julho de 2020.

O apoio a conceder reveste a forma de incentivo não reembolsável até 85% das despesas elegíveis (as quais podem incluir, entre outras, despesas com pessoal técnico do beneficiário, deslocações e estadas, aquisição de serviços a terceiros e bolsas destinadas a jovens estudantes e/ou empreendedores).

Objectiva-se, assim, que este incentivo financeiro estimule a realização de projectos que, por via da mobilização de entidades do ecossistema de dinamização do empreendedorismo para a capacitação de jovens/empreendedores/empresas recém-criadas, contribuam para o nascimento de empresas, em particular em sectores de alta e média-alta tecnologia e em serviços intensivos em conhecimento.

Em suma, pretende-se com este apoio estimular (i) a cooperação, as parcerias e as redes de apoio ao empreendedorismo qualificado e criativo e (ii) a geração de ideias inovadoras, iniciativas empresariais e a criação de novas empresas, contribuindo para o desenvolvimento inteligente e sustentável da economia.

Nota: A autora, por opção, escreve ao abrigo do anterior acordo ortográfico.

  • Céu Carvalho
  • Partner da KPMG

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

A aposta na promoção do espírito empresarial com vista a fomentar respostas inovadoras a desafios sociais e societais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião