A importância da criação de pontes entre estudantes e empresas
É fulcral que Portugal incentive a criação de pontes entre estudantes e empresas, fomentando a retenção de talento da geração mais qualificada de sempre.
Atualmente, os jovens sentem dificuldades em definir com clareza as suas expectativas profissionais, devido às aceleradas mudanças no mercado de trabalho e à situação conjuntural do país.
Num mercado laboral cada vez mais competitivo, os graus de habilitação por si só não são condição suficiente para um jovem ser contratado. As empresas procuram nos candidatos competências como a realização de atividades extracurriculares, a participação em organizações estudantis, em suma, um currículo preenchido.
Assim, um jovem sente que falta sempre algo na sua to do list, estando numa busca constante em desenvolver-se. À primeira vista, parece positivo para a economia, uma vez que aumenta a qualidade dos futuros profissionais. E quanto às externalidades negativas decorrentes da pressão e do stress causado? Não permitem o desenvolvimento económico, pois crescimento não é (necessariamente) seu sinónimo, comprometendo o bem-estar da população.
Além disso, a atual crise da habitação e a elevada carga fiscal em Portugal consiste um fator de entrave à empregabilidade jovem. Muitos preferem pagar uma renda semelhante às do Porto e Lisboa noutra cidade europeia, conseguindo obter um salário mais competitivo, a nível bruto e líquido, observando-se a chamada fuga de talento. Menciono Porto e Lisboa, dada a sua elevada concentração de oportunidades, com especial destaque para a progressão de carreira, fator cada vez mais valorizado pelos jovens.
Porém, apesar deste contexto socioeconómico, existem oportunidades de grande valor em Portugal, empresas que definem claramente o que procuram no seu recrutamento. No entanto, esta informação encontra-se difusa.
Importância das Feiras de Emprego
Neste contexto, surge a importância das Feiras de Emprego no nosso país. Apesar de parecer apenas a realização de um evento, a retenção de talento conjugada com o fomentar da segurança nos estudantes ao sentirem-se informados e mais claros do seu futuro, através de momentos de networking como estes, é fulcral para o alavancar do nosso país.
Vejamos o caso do FJC Porto de Emprego. Todos os anos existem relatos de estudantes que definiram o seu percurso profissional durante a feira, seja através uma simples conversa que resultou numa oportunidade de emprego, da recolha de informação que permitiu candidatarem-se a uma vaga que desconheciam ou na abertura de horizontes para o futuro.
Para concluir, é fulcral que enquanto Portugal não é capaz de resolver os seus problemas estruturais económicos, que, pelo menos, dinamize e incentive a criação de pontes entre estudantes e empresas, fomentando a retenção de talento da geração mais qualificada de sempre.
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