O que esperar do mercado de seguros em 2020

  • Jesus Nuñez
  • 19 Janeiro 2020

Jesus Nuñez, diretor da Liberty, explica por que considera que a indústria de seguros em Portugal se prepara para entrar no seu melhor momento.

O setor de seguros em Portugal está a viver uma era de transformações positivas. Por um lado, a situação económica do país mantém-se estável, depois de ter enfrentado, nos últimos 10 anos, a pior crise financeira dos últimos 80 anos. Por outro lado, atualmente, a maioria dos riscos que conhecemos são seguráveis. Hoje, não seria possível, de forma generalizada, adquirir um conjunto de bens ou prestar um serviço alargado sem a atividade seguradora por trás, isto é, contrair um crédito para comprar uma casa ou um carro, contratar trabalhadores, transportar mercadorias, viajar para o estrangeiro, alugar um carro, aceder a cuidados de saúde, etc.

Em 2020 as tendências mundiais vão continuar a ditar o modelo segurador e nós devemos acompanhá-las: apostar na inovação digital e, mais importante, colocar o foco no cliente e nos agentes.

A transformação tecnológica continua a ser um dos objetivos principais do setor. O padrão de consumo alterou-se e hoje as pessoas informam-se cada vez melhor sobre um serviço ou produtos antes da compra, seja através de redes sociais, pelo testemunho de outros compradores, ou seja, através de uma pesquisa na internet. A tecnologia vem ajudar, não só pela inovação e capacidade de aceleração dos processos, mas também pela possibilidade de aproximação ao cliente e este é um dos principais compromissos com os agentes: Ajudá-los com os processos fornecendo-lhes as melhores soluções tecnológicas. Além disso, a partir das informações disponíveis sobre o perfil do cliente, é permitido criar ofertas mais personalizadas e, desta forma, dar uma melhor e rápida resposta ao cliente.

A sustentabilidade é também um tema em cima da mesa e será fundamental para as empresas do ramo segurador que queiram manter-se atualizadas. Somos impactados diariamente com expressões como “desperdício zero”, “tecnologia green”, “economia circular”, “consumo consciente”. Tanto os clientes, como as empresas, estão cada vez mais conscientes das escolhas que fazem e dos produtos e serviços que lançam no mercado. Existe uma preocupação real e que faz parte dos objetivos “não financeiros” das empresas.

Por último, vivemos um contexto onde as pessoas têm cada vez menos tempo disponível e procuram coberturas adequadas, prémios competitivos e um serviço que supere as expectativas. Partimos do pressuposto de que os consumidores são todos diferentes; uns continuam a preferir o atendimento presencial, enquanto outros exploram as plataformas digitais. Em qualquer uma das situações deve prevalecer a qualidade no serviço e no apoio ao cliente. Em Portugal, e em particular no caso da Liberty, os Agentes continuarão a ser o principal canal de distribuição dos nossos produtos e estamos a trabalhar com estes para oferecer uma experiência excecional aos clientes. O desafio será investir em produtos inovadores que vão ao encontro das necessidades dos clientes e oferecer-lhes uma experiência diferenciadora. Ao mesmo tempo, garantir aos Agentes que têm os métodos mais ágeis e modernos para a sua atividade.

Com todas estas mudanças, o setor segurador está a tornar-se mais “atraente”, apoiando-se em tendências globais como a inovação digital, a tecnologia e a sustentabilidade. Em Portugal, a indústria de seguros prepara-se para entrar no seu melhor momento.

  • Jesus Nuñez
  • Diretor Comercial e de Distribuição da Liberty

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