Onboarding: a primeira impressão

  • Adriana Alves e Joana Martins
  • 17 Janeiro 2020

Quando enfrentamos um novo desafio profissional, é importante que nos sintamos bem-vindos, acolhidos e que tenhamos o conforto de quem está em casa.

Cada vez mais se torna evidente a relação entre o onboarding e temas como o employee engagement, desempenho, produtividade, atração de talento, entre outros. Por consequência, a preocupação com este processo tem vindo a aumentar progressivamente, não só em departamentos de recursos humanos mas também nas organizações como um todo.

A experiência do candidato durante o processo de recrutamento, e posteriormente de onboarding, acaba por construir aquela que será durante muito tempo a sua primeira impressão. Nesta lógica de ideias, e pensando de forma prática, este é o cartão de boas-vindas de uma empresa.

Quando enfrentamos um novo desafio profissional, é importante que nos sintamos bem-vindos, acolhidos e que tenhamos o conforto de quem está em casa. Não há nada melhor que perceber que alguém investiu o seu tempo para nos receber.

Começamos finalmente a mudar o paradigma de que são os candidatos os maiores interessados em trabalhar para determinadas empresas. Não são. As empresas devem cada vez mais acolher novas pessoas como se o próprio negócio dependesse disso: acarinhá-las, enquadrá-las na cultura que queremos construir diariamente e, sobretudo, fazê-las sentir que vale a pena vestirem a camisola.

Quando falamos em onboarding para novos membros de recursos humanos, torna-se ainda mais imprescindível que este seja apimentado com muita paixão. É importante partilharmos de forma transparente a história da nossa empresa, os valores, a cultura, as dores e dificuldades pelas quais já passámos, os desafios que enfrentamos diariamente, o que fazemos e onde queremos chegar.

Os recursos humanos são a equipa que integra e envolve novos colaboradores e, por isso, são os primeiros a partilhar a sua paixão com potenciais candidatos. São a equipa que cultiva bem-estar, que promove a felicidade das suas equipas, que suporta o desenvolvimento, que acompanha a evolução e conquistas pessoais. Devem ser, por isso mesmo, os primeiros a entender e partilhar os valores de uma organização.

Por esse motivo, os próprios RH têm um papel fundamental no onboarding de qualquer colaborador, assumindo um papel ativo no acolhimento, desenvolvimento do processo e posterior articulação com as diferentes pessoas que dele fazem parte.

Se os RH não tiverem um onboarding apropriado e alinhado com aquilo que é a empresa, como e de que forma irão estes receber novos colaboradores?

* Adriana Alves é HR key account e Joana Martins é HR development specialist do Volkswagen Group Services

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