• Reportagem por:
  • Ana Luísa Alves

Um dia de Web Summit com um pitch pelo meio

Estar na Web Summit é agitado pelo simples facto de mostrar e tentar desenvolver uma ideia de negócio. Mas a agitação pode ser ainda maior se estiver em causa um pitch para conseguir financiamento.

O nervosismo, a afluência de centenas de pessoas a uma mesma conferência ou stand. A concorrência. A agitação de estar numa das maiores cimeiras de tecnologia, empreendedorismo e inovação do mundo. O desejo de querer ser sempre melhor. O estômago de enfrentar um pitch. Tudo isto faz parte de um dia no Web Summit para a mais recente aplicação de realidade virtual: a Catxy.

A Caxty surgiu há menos de um mês pela mão de Fábio Rodrigues e da sua equipa, numa espécie de spin off da agência que já tinham, a Ongagement. No primeiro dia de Web Summit, e no pavilhão 2 da FIL, Duarte Sousa e Silva (Co-fundador e COO), Ivo Pereira (CTO), Afonso Silva (Web Developer), Tiago Sardinha (Web Developer) e Leonel Menaia (Web Developer) chegaram cedo. Esperavam por Fábio Rodrigues, que aproveitou a manhã do primeiro dia da cimeira para ultimar os detalhes da apresentação da startup no pitch em pleno Web Summit.

“Fomos selecionados para uma competição, um concurso com os 200 projetos mais promissores do mundo com um investimento inferior a 3 milhões de euros”, explicou Fábio em entrevista ao ECO, há semanas.

Antes de Fábio chegar, os colegas aproveitaram para assistir às conferências no Center Stage, no Meo Arena, e nos palcos montados nos três pavilhões da FIL, como foi o caso das Office Hours, “eventos que a Web Summit promove e que juntam investidores com uma lista das empresas que estão em Apha e Beta, e escolhem as que merecem a atenção deles para reunir durante 15 minutos”, explicou Duarte Sousa e Silva.

No primeiro dia da cimeira, a equipa da Catxy esteve também com uma venture capital da Letónia, a Rubylight, “uma empresa que é especialista em redes sociais e está interessada em apps de realidade aumentada”, acrescentou.

Pitch: o ‘shark tank’ da Web Summit

No total, existem três palcos para as 200 apresentações do pitch. Cada pitch dura 4 minutos e tem em conta as opiniões dos “tubarões” Steve Anderson, da Basiline Ventures, Theresia Gouw, da Aspect Ventures, Rebecca Kaden, da Maveron, Christian Nagel, da Earlybird, Colin Greenspon, da Mithril, e Quinn Li, da Qualcomm Ventures.

Das duas centenas de projetos em competição, 31 são portugueses: AddVolt, Agroop; Bondlayer, Casas em Movimento, Catxy, ClicInvest, Displr, Doinn, eSolidar, GFoundry, Helppier, Heptsense, Landing.jobs, Lapa, Magnomics, Monday, NU-RISE, P55, Petable, Porter, Pro-Drone, Sensei, ThoughtsFeelsGood, Tradiio, Tripaya, Weezzi, Wildsmile, WiseCrop, Wizdee, YClient e Zaask.

O Pitch em que a Catxy participou decorreu da parte da tarde do primeiro dia, no pavilhão 3 da FIL. Ao ECO, Fábio Rodrigues falou do feedback que até agora tem sentido, e de como é feita a preparação para aquilo que parece o ‘shark tank’ da Web Summit.

O prémio do Pitch são 10 mil euros, mas não só. “Uma parte muito importante do prémio é a apresentação dos três melhores projetos no Center Stage“. Esta tarde, dia em que se encerra mais uma edição da cimeira, o prémio vai ser entregue pelas mãos do fundador da Web Summit, Paddy Cosgrave.

Apesar do feedback positivo, a equipa de Fábio Rodrigues soube esta quarta-feira de manhã que não passou às meias finais do concurso. No entanto, esta quinta-feira, vão voltar a marcar presença na cimeira com um stand da Catxy.

Texto editado por Mariana de Araújo Barbosa

  • Ana Luísa Alves
  • Redatora

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