Yolinda e Yogiro. Estes robôs levam o que quiser ao quarto do Yotel

No Yotel os pedidos dos clientes estão disponíveis através de um clique. Robôs que fazem serviço de quartos, app que controla a TV e luz do quarto, smartkey, check-in remoto são algumas das opções.

O Yotel Porto, localizado no coração da cidade portuense, abriu as portas no final de maio e é o primeiro da marca na Península Ibérica. Como o futuro é tecnológico este hotel de quatro estrelas distingue-se pela forte componente tecnológica que permite ao cliente uma maior autonomia.

Quando chegamos ao átrio do Yotel Porto fomos recebidos pelos robôs Yolinda e Yogiro com as frases “bom dia alegria”, “good morning sunshine” e “olá joia”. Para além das frases, a Yolinda circula pelo espaço a cantarolar a música “Porto sentido” do Rui Veloso.

Os robôs Yolinda e Yogiro fazem as delícias dos hóspedes e respondem a vários pedidos, como a entrega de uma bebida, comida ou toalhas extra. Os pedidos podem ser feitos através de uma app ou do telefone. Quando o robô chega à porta do quarto, faz uma chamada para os hóspedes a avisar que já chegou. Depois da entrega, o robô dirige-se ao elevador e vai ter à receção do Yotel. Os robôs representam um investimento de cerca de 75 mil euros.

Quando os robôs encontram algum obstáculo pelo caminho dizem frases tipicamente nortenhas como “andor violeta”, “sai da frente oh morcão” e “vou enferrujar de tanto esperar”. O manager do Yotel explica ao ECO que os nomes dos robôs tem uma particularidade, começam por “yo” por ser também o nome do hotel (Yotel) e tinham de estar associados a um nome tipicamente português e assim nasce a “Yolinda” – referência a Deolinda. Depois de escolher o nome da Yolinda, foi fácil chegar ao Yogiro. “Se uma é linda o outro é giro”, conta divertido Nuno Godinho.

Até o check-in pode ser feito de forma digital. Os hóspedes podem fazê-lo através da aplicação, disponível para iOS e Android, mesmo antes de chegarem ao hotel ou através dos quiosques self-service localizados na receção. Com a aplicação do Yotel é possível ter acesso a uma smartKey, controlar a televisão e as luzes do quarto.

O Yotel Porto, localizado na rua Gonçalo Cristóvão, disponibiliza 150 quartos, ginásio gratuito (aberto 24 horas), parque de estacionamento, duas salas de reuniões, espaços comuns de trabalho, um espaço totalmente adaptável para eventos, com vista sobre a cidade, e o restaurante Komyuniti, onde são servidos pequenos-almoços, almoços e jantares. O hotel conta ainda com uma zona de bar, com um pátio interno ao ar livre. Os preços rodam em média 75 euros, com pequeno-almoço incluído.

O conceito do Yotel é inspirado na aviação de primeira classe, logo os quartos são intitulados de cabines e estão equipados com tecnologia de ponta como a smartbed ajustável, que tem a particularidade de economizar espaço, diferentes pontos de carregamento por USB, Wi-Fi, televisões Smart HD com chromecast. Além disso, através da app, o hóspede pode mudar a cor do quarto e casa de banho.

YOTEL Porto

Nem no ginásio a tecnológica foi esquecida, os equipamentos são da marca Technogym e as máquinas estão equipadas com um monitor onde o hóspede pode conectar o seu dispositivo móvel e ouvir música através do Youtube, navegar nas redes sociais, ver televisão ou até mesmo optar por um trajeto “real” como se estivesse a pedalar nos Alpes ou até na praia, por exemplo.

A escolha da cidade portuense foi uma “decisão estratégica” do grupo United Investments Portugal (UIP) devido à forte procura da Invicta por parte dos turistas, falta de camas na cidade, oportunidade e nível de investimento “que é menos arriscado” quando comparado com a capital. Nuno Godinho, manager do Yotel Porto, conta ao ECO que, em Lisboa, o metro quadrado está “exageradamente alto” e que o Porto é um “destino mais atrativo”.

O responsável está “convencido” que a unidade hoteleira, pelas suas características inovadoras e tecnológicas, vai ser um sucesso, visto que permite uma estada segura, prática e descomplicada aos clientes que queiram desfrutar da emblemática cidade do Porto”.

Apesar de toda a vertente tecnológica, o Yotel permite os dois tipos de experiência. Quem não for adepto das tecnologias pode beneficiar de toda a experiência, fazer o check- in tradicional, mudar os canais de televisão através de um comando e ter um cartão para aceder ao quarto. “É um hotel que se adapta às diferentes tendências, gerações e gostos. Está perfeitamente enquadrado”, explica Nuno Godinho.

O Yotel Porto criou 35 postos de trabalho diretos, mas o objetivo é chegar aos 50 quando o turismo chegar aos níveis 2019, período antes pandemia.

O Yotel Porto tem a particularidade de estimular a economia local, tendo em conta que a grande maioria dos produtos foram produzidos no mercado nacional. Os móveis foram produzidos pela empresa Carlos Carvalho Decorações, os materiais das casas de banho são da Roca, os resguardos da Italbox, os colchões da Molaflex, entre outros.

YOTEL Porto

Nem a pandemia impediu o grupo de avançar com este empreendimento que representa um investimento de 30 milhões de euros por parte da United Investments Portugal. “Isto demonstra a capacidade de perseverança e a confiança que o grupo tem no turismo português”, destaca o manager do Yotel Porto.

O grupo continua a reforçar a presença a norte de Portugal: em 2019 adquiriu a emblemática Quinta Marques Gomes, localizada numa colina sobre o rio Douro. Um investimento de 200 milhões de euros. A United Investments Portugal é proprietária do Pine Cliffs Resort, Sheraton Cascais Resort, Vale do Freixo, Yotel Porto, Hyatt Regency Lisboa e Serenity – The Art of Well Being.

A marca Yotel está presente em cidades como Londres, Amesterdão, Paris, Edimburgo, Nova Iorque, Boston, Singapura, São Francisco, Istambul, Dubai, Genebra, Miami e Washington. Num futuro próximo, Lisboa poderá ser um dos próximos destinos do Yotel. “A capital estará no target da marca”, revela Nuno Godinho.

 

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