Centeno confirma descida de impostos diretos e aponta a mira aos indiretos

Ministro das Finanças diz que vai haver um "balanceamento" entre os impostos diretos e indiretos no Orçamento de Estado para 2017. A mira para aumento da carga fiscal está nos indiretos.

O Orçamento de Estado para 2017 vai seguir as linhas orientadoras do OE2016. É uma certeza que o governo vai reduzir os impostos diretos, revelou Mário Centeno esta manhã na Comissão de Orçamento e Finanças. O compromisso de Centeno é o de reduzir a carga fiscal.

A promessa do Ministro das Finanças é que vai haver um “balanceamento” entre impostos diretos e indiretos que beneficie as famílias portuguesas. Em resposta à deputada do CDS Cecília Meireles, Mário Centeno deixou em aberto um possível aumento dos impostos indiretos no Orçamento de Estado para o próximo ano, a ser apresentado dia 15 de outubro.

“As alterações fiscais que existirem [no OE2017] terão o mesmo padrão que em 2016”, garantiu o Ministro das Finanças na sessão regimental da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa. O objetivo é “reduzir os níveis de impostos diretos em Portugal” e, por isso, “esse balanceamento entre impostos diretos e indiretos vai prosseguir”.

Cecília Meireles confrontou o Ministro das Finanças sobre as declarações contraditórias do Ministro da Economia sobre a progressividade dos escalões do IRS, nomeadamente na forma como vão afetar os escalões mais altos. A deputada relembrou que, na altura, o Ministro das Finanças veio corrigir a informação dada dizendo que não iriam existir mexidas. Cecília Meireles atacou as várias declarações de Mário Centeno durante o Verão: “As suas entrevistas levantam mais perguntas do que aquelas que responde”, atirou.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa

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