Exportações registam maior queda do ano

Exportações estão a cair, registando o pior valor do ano em julho. Esta diminuição é compensada por uma queda maior nas importações. Por isso, o défice da balança comercial de bens melhorou.

Há cinco meses consecutivos em que as exportações de bens estão a cair face ao ano passado, sendo julho o mês com a maior queda: -4,6%. Em termos homólogos, apenas em fevereiro deste ano é que as exportações sentiram uma melhoria de 1,8%. Apesar disso, a queda das importações de bens foi ainda maior com um decréscimo de 7,2% face a julho de 2015. Mesmo excluindo os combustíveis e os lubrificantes, “tanto as exportações como as importações decresceram 3,1%”, descreve o INE nos dados divulgados esta sexta-feira.

Estes valores traduzem-se num défice da balança comercial de bens de 557 milhões de euros em julho de 2016. A diminuição das importações está a compensar a queda das exportações, resultando numa melhoria do défice em 174 milhões de euros face a julho de 2015. “Excluindo os combustíveis e lubrificantes, situou-se em 353 milhões de euros, menos 13 milhões de euros que no mês homólogo”, assinala o INE.

Exportações e importações diminuem por causa do comércio extra-UE

A redução de 18,5% em julho nas exportações extra-UE, em relação ao mesmo mês do ano passado, foi responsável pela queda acentuada das exportações. Essa diminuição estragou o efeito positivo do aumento das exportações intra-UE e de 0,8%, que já em junho tinha sido de +3,6%. O mesmo efeito aconteceu, em sentido contrário, nas importações: estas diminuíram também em 18,5% no comércio extra-UE acentuando a queda já registada em junho de 2,4%.

 

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“Em julho de 2016, tanto nas exportações como nas importações destacam-se as reduções nos fornecimentos industriais (-8,4% e -9,2%, respetivamente) e nos combustíveis e lubrificantes (-23,7% e -34,0%, respetivamente), face ao mesmo mês do ano anterior”, explica o INE. Esta tendência tem-se verificado ao longo deste ano e pode ser explicada pela diminuição do preço do petróleo. Angola é o país onde as exportações e, simultaneamente, as importações estão a cair há meses: -39,9% e -54,7%, respetivamente. Nas exportações segue-se o contributo negativo da China (-29,6%) e dos EUA (-22,6%), em termos homólogos. Além de Angola, Espanha e Alemanha são responsáveis pela maior queda nas importações, em termos absolutos.

É preciso recuar a abril de 2014 para verificar uma queda superior (-5%) à verificada em julho deste ano. Isto demonstra a tendência de diminuição das vendas de bens ao exterior. A acompanhar estes números está também a queda das importações que só é superada pela diminuição sentida em janeiro de 2015 (-9,6%), em termos homólogos.

Editado por Mónica Silvares

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