OCDE prevê crescimento económico para Portugal num futuro breve

Após uma queda registada em agosto de 2015, desde fevereiro deste ano que Portugal está a recuperar no índice da OCDE que prevê o crescimento económico para Portugal.

O indicador avançado da OCDE para Portugal situou-se em julho nos 100,64, o maior valor desde agosto do ano passado (100.72). Este valor dá uma maior estabilização à tendência de melhoria da atividade económica em Portugal para um futuro próximo, depois de uma descida iniciada exatamente em agosto de 2015. Após essa queda, a variação positiva regista-se desde fevereiro deste ano. Este novo relatório divulgado hoje é o primeiro após a paragem da divulgação forçada, explicou a organização, por causa da imprevisibilidade do Brexit.

Linha vermelha - Série de referência Linha azul - Índice Compósito
Linha vermelha – Série de referência
Linha azul – Índice Compósito Dados: OCDE

 

A previsão é de crescimento para a OCDE, os EUA, Japão, Zona Euro e Alemanha, diz a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. Já o Canadá, China, Rússia e Brasil devem recuperar e começar a crescer em breve. Com piores previsões para os próximos seis a nove meses está França e Itália, com uma previsão de decréscimo da atividade económica.

O valor registado este mês pelo índice compósito (indicador avançado) para Portugal situa-se acima da média de longo prazo estabelecida pelo estudo de 100 pontos. Este indicador calculado pela OCDE aponta para a tendência de melhoria ou abrandamento da atividade económica num período futuro entre seis a nove meses. O indicador é usado para prever movimentos económicos, usando informação qualitativa em vez de quantitativa.

O índice compósito é acompanhado por uma série de referência sobre a qual é construído este indicador de ciclos. Atualmente o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país é a série de referência usada pela OCDE para calcular o valor do índice compósito. A série de referência é variável económica cujos movimentos cíclicos se pretendem prever.

Editado por Mónica Silvares

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