Indústria musical começa a recuperar graças a Spotify e rivais

  • Marta Santos Silva
  • 21 Setembro 2016

O declínio nos lucros da indústria musical norte-americana começa alterar-se com uma subida de 8% no primeiro semestre de 2016 e os louros pertencem a serviços de streaming como Spotify e Apple Music

A indústria musical norte-americana registou ganhos de 8% na primeira metade de 2016, após uma queda que durou quase 20 anos, para voltar a valores do final dos anos 1990. Os dados, revelados por um relatório da Recording Industry Association of America (RIAA), demonstram que a subida é, em grande parte, devida à popularidade dos serviços de streaming de música como o Spotify e a Apple Music, cujas subscrições ajudaram à ascensão das receitas de uma indústria que sofreu um grande rombo nos lucros com a entrada na era digital.

Em comparação com a primeira metade de 2015, o primeiro semestre de 2016 viu as receitas dos serviços de streaming subir 57% para chegar aos 1,4 mil milhões de euros, ultrapassando a importância das vendas digitais de álbuns no aumento do lucro da indústria nos Estados Unidos. Os lucros registados pela RIAA excluem a venda de bilhetes de concertos ou de merchandising, tendo em conta apenas as receitas da compra e venda, seja em formato físico ou em formato digital, da música gravada.

Nos lucros digitais, o streaming (azul claro) impôs-se de vez aos downloads permanentes (azul escuro).
Nos lucros digitais, o streaming (azul claro) impôs-se de vez aos downloads permanentes (azul escuro).RIAA

A revista Forbes escreve que os lucros dos serviços de subscrição – ou seja, aqueles em que os utilizadores pagam uma mensalidade para poder utilizar os serviços – ultrapassaram a meta dos mil milhões de dólares (ou 895 mil milhões de euros) no primeiro semestre do ano. A ajudar a esta subida de lucros também estão os serviços cujo financiamento vem da publicidade, como o YouTube ou a versão gratuita do Spotify.

Ao mesmo tempo, os downloads digitais de álbuns completos estão a diminuir, tendo descido 16% no semestre em questão. As vendas de CDs e DVDs musicais também continuam na sua tendência descendente.

Esta subida de lucros, na sequência de uma subida das receitas em 2015 também movida por compras digitais e serviços de streaming, marca a primeira vez desde 1998 e 1999 que a indústria musical sobe em dois anos consecutivos.

Editado por Mónica Silvares.

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