Economia chinesa mostra sinais de crescimento

  • Ana Luísa Alves
  • 27 Setembro 2016

Do aumento da confiança nos negócios à expansão da produção industrial, há indicadores que têm evidenciado o crescimento económico chinês.

A economia chinesa está a mostrar sinais de crescimento, de acordo com indicadores de setembro, que sugerem que a atividade industrial atingiu o nível mais alto dos últimos dois anos. A estabilidade verificada tem impulsionado a venda de propriedades, ajudando a compensar as perdas nas exportações e o contínuo enfraquecimento do investimento privado, que têm contribuído para o abrandamento do PIB.

Os primeiros indicadores, apresentados pela Bloomberg esta terça-feira, demonstram que o índice de confiança nas pequenas e médias empresas subiu de 54,9 pontos em agosto para 56 pontos, em setembro. Isto deve-se à recuperação das vendas e da produção, depois de algumas perturbações climáticas, ainda que o “apetite” para o investimento tenha permanecido inalterado.

Outro dos indicadores, que apontam para a recuperação da economia chinesa é o índice da visão satélite – que usa as imagens satélite de centenas de infraestruturas em solo chinês, está acima dos 50 pontos pela primeira vez desde novembro de 2014, ou seja, indica que se vive uma expansão da produção chinesa. O índice atingiu o valor de 50,2 pontos nas primeiras semanas de setembro, de acordo com uma base de análise em São Francisco.

De salientar ainda o sentimento registado pelos líderes das empresas: estão mais satisfeitos. De acordo com o indicador que revela o sentimento dos CEO chineses, registou-se um aumento de quase um ponto em relação ao mês passado. “A economia chinesa vai terminar o terceiro trimestre do ano com um crescimento evidente na indústria e nos serviços”, revela Andy Wu, economista chinês, num comunicado a que a Bloomberg teve acesso.

O indicador que avalia as perspetivas quanto à produção do aço subiu para os 74,43 pontos, o segundo valor mas alto deste ano, depois de se ter registado 62,68 em agosto, segundo os comerciantes e as siderúrgicas.

Editado por Mónica Silvares

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