Fosun investe 6,9 mil milhões em alta velocidade na China

  • Ana Luísa Alves
  • 29 Setembro 2016

A empresa detentora da Fidelidade, e que está a entrar no capital do BCP, vai investir 6,9 mil milhões de dólares em projeto ferroviário de alta velocidade no sul da China.

A Fosun, empresa que detém a Fidelidade em Portugal, continua a fazer investimentos de valores avultados. Agora vai gastar 6,9 mil milhões de dólares num projeto ferroviário de alta velocidade no sul da China.

A empresa chinesa foi a primeira empresa privada a confirmar o se investimento num dos projetos do governo de expansão rodoviária de alta velocidade, de acordo com a notícia foi avançada pelo Financial Times, esta quinta-feira.

A Shangai Fosun High Technology, uma subsidiária da Fosun, disse esta quinta-feira que era uma das investidoras no projeto ferroviário de 45,2 mil milhões de ienes, a ser criado entre as cidades de Hangzhou e Taizhou, na província de Zhejiang no sul do país, segundo Christian Shepherd in Beijing.

A Fosun, fundada pelo bilionário Guo Guangchang, tem feito uma série de aquisições a nível internacional, sobretudo em empresas de turismo, comércio de retalho e finanças. Em Portugal, a Fosun é dona da Fidelidade e da Luz Saúde, e já adiantou que está disponível para ficar com até 30% do capital do BCP. O processo está na reta final.

“O conselho decidiu mandatar a comissão executiva para prosseguir e finalizar com exclusividade as negociações com a Fosun, e apresentar os respetivos resultados para aprovação em próxima reunião do conselho de administração”, disse o BCP em comunicado à CMVM.

Editado por Paulo Moutinho

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fosun investe 6,9 mil milhões em alta velocidade na China

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião