Este robô está a dar conselhos médicos na China

  • Tiago Varzim
  • 11 Outubro 2016

Chama-se Melody e é um robô que se quer tornar num assistente médico de primeiro linha. Com base em inteligência artificial dá conselhos aos médicos. A inovação é do Baidu.

A partir desta terça-feira os chineses têm um bot para falar com eles sobre questões medicinais. Imagine a linha telefónica Saúde 24, mas online e integrada no maior motor de busca da China, o Baidu. Este é um robot com chat desenvolvido com inteligência artificial, relata a CNBC.

O objetivo do Baidu é preencher o vazio dos cuidados de saúde no país. Esta é uma nova funcionalidade da aplicação Baidu Doctor, lançada no final do ano. O robot chama-se Melody e é uma espécie de assistente médico.

A CNBC avança que a Baidu desenvolveu aprendizagens profundas e avançadas para o Melody, assim como tecnologias que processam linguagens naturais. A empresa quer fazer do robot o primeiro ‘enfermeiro’ a contactar com quem se sente doente em casa.

Estamos a ver apenas o início daquilo que pode vir a ser uma grande ‘trend’ de sistemas de inteligência artificial nos cuidados de saúde

Andrew Ng

Líder do departamento de research do Baidu

A uma questão, o Melody responde com mais questões. Aprofunda o assunto, compara respostas com uma base de dados com informação médica e dá um diagnóstico para um médico que recomendará novas etapas.

A base de dados usada pelo Melody foi construída com fontes públicas e privadas, websites, livros e informação fornecida por médicos. A tecnologia depois trata de ‘fazer sentido’ de toda a informação. Ainda assim, o bot não está preparado para dar o diagnóstico diretamente aos pacientes e prevê-se que melhore ao longo do tempo, assim que a base de dados crescer.

A falta de profissionais de saúde

O mesmo artigo relata que a Organização Mundial de Saúde prevê a falta de 13 milhões de profissionais de cuidados médicos daqui a duas décadas. O líder do departamento de research da Baidu diz que não sabe “outra forma de resolver este problema sem ser com o uso de inteligência artificial”.

“Estamos a ver apenas o início daquilo que pode vir a ser uma grande trend de sistemas de inteligência artificial nos cuidados de saúde”, prevê Andrew Ng.

Por causa dessa visão, o Baidu tem mil pessoas a trabalhar em inteligência artificial. Andrew Ng refere que esta é uma das principais prioridades da empresa, tanto que já começaram as conversações com empresas do setor nos Estados Unidos da América e na Europa.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa

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