Novo crédito à habitação em mínimos de quatro meses

A quebra da nova concessão registada em agosto é insuficiente para contrariar a tendência de aumento dos novos empréstimos para a compra de casa registado este ano.

O mês que marca o pico do verão assistiu a um recuo dos níveis de concessão de crédito à habitação. As instituições financeiras concederam um total de 477 milhões de euros em empréstimos para a compra de casa, em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal. Foi o segundo mês consecutivo em que esta finalidade de empréstimos registou uma quebra, com o nível de concessão a fixar-se em mínimos de quatro meses. Em abril, a nova concessão de crédito à habitação tinha ascendido a 397 milhões de euros.

A recente quebra nos montantes dos novos empréstimos com essa finalidade é, contudo, insuficiente para contrariar a tendência global de subida registada por este segmento ao longo dos últimos tempos. Desde o início do ano até ao final de agosto, a banca nacional emprestou um total de quase 3,7 mil milhões de euros em empréstimos para a compra de casa: um crescimento de 53% face aos quase 2,4 mil milhões concedidos em igual período do ano passado.

Esta evolução que decorre da maior disponibilidade por parte da banca para financiar a compra de casa, num contexto marcado por juros historicamente baixos e alívio de spreads. Ainda no arranque deste mês dois bancos — o Novo Banco e o BIC — deram um novo passo atrás na margem mínima de spreads que cobram aos clientes para financiar a compra de casa.

Também na categoria de empréstimos com outros fins, foi registada uma quebra nos montantes da nova concessão, com um total de 943 milhões de euros concedidos. Tratou-se também da segunda quebra mensal consecutiva, mas com os novos financiamentos a recuarem, contudo, para níveis mínimos de janeiro deste ano.

Já no crédito ao consumo observou-se uma evolução oposta, sendo retomada a tendência de crescimento que se observa há muito tempo, após um recuo que se registou em julho. Os novos empréstimos com essa finalidade fixaram-se nos 323 milhões de euros, em agosto, acima dos 299 milhões verificados no mês anterior. No acumulado do ano, até agosto, os novos créditos ao consumo ascenderam a 2.453 milhões de euros, 22% acima dos níveis verificados em igual período de 2015.

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