Governo espera desemprego ainda mais baixo em 2017

  • Margarida Peixoto
  • 12 Outubro 2016

Cenário macroeconómico do Governo para o Orçamento do Estado de 2017 assume desemprego ainda mais baixo do que o esperado no Programa de Estabilidade. Mas crescimento vai continuar fraco.

Crescimento fraco, mas menos desemprego. É este o cenário macroeconómico com que o Governo está a contar para 2017, na hora de fechar a proposta de Orçamento do Estado. A previsão da taxa de desemprego com que as Finanças estão a trabalhar é já de 10,3%, bem abaixo dos 10,9% que estavam inscritos no Programa de Estabilidade. Mas do lado da atividade económica as notícias não são positivas: em vez de um crescimento de 1,8%, antecipa-se agora apenas 1,5%.

Na sequência dos encontros desta quarta-feira entre o ministro das Finanças, Mário Centeno, e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, com todos os partidos (à exceção do PS, cuja reunião está agendada para esta noite), foi veiculado à imprensa que a taxa de desemprego esperada pelas Finanças, para 2017, é de 10,4%. Contudo, de acordo com as informações apuradas pelo ECO, este era um valor de setembro, tendo sido entretanto ajustado ligeiramente (apenas uma décima) em baixa.

Seja como for, a tendência que está a ser assumida pelo Executivo é de melhoria do mercado de trabalho. Isto mesmo esperando um ritmo de crescimento económico fraco. Depois de, para este ano, se prever que o PIB fique muito abaixo da expectativa inicial (as Finanças esperam 1,2%, em vez de 1,8% conforme estava inscrito no OE/2016), para 2017 volta a haver uma revisão em baixa, dos anteriores 1,8%, para 1,5%.

Desemprego em queda

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Taxa de desemprego mensal. Fonte: INE

Para o défice, a meta deverá ficar entre 1,7% e 1,8% do PIB, avança o Público, com base nas informações que estão a ser transmitidas aos partidos. O jornal explica que esta revisão da meta (no Programa de Estabilidade estava projetado um défice de 1,4%) decorre de um valor de défice mais alto este ano do que o esperado (2,5% em vez de 2,2%) e não de uma redução do esforço.

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