UTAO: Portugal precisa de mais 700 milhões dos mercados

Por causa da recapitalização da CGD, as necessidades de financiamento do Estado para 2016 vão aumentar. Subida é compensada com um reembolso menor ao FMI.

“As necessidades de financiamento do Estado para 2016 foram revistas em alta”. A afirmação é da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) na Nota Mensal sobre a Dívida Pública sobre as finanças públicas de setembro.

Na nota enviada aos deputados e publicado no parlamento, a UTAO escreve que há uma “revisão em alta de 700 milhões de euros face à versão de julho de 2016”. Quem o estabeleceu foi o IGCP, a 22 de setembro, numa apresentação aos investidores. Desta forma, as necessidades de financiamento do Estado deverão situar-se nos 23,7 mil milhões de euros em 2016.

Os 700 milhões de euros são justificados por uma revisão em alta “da despesa líquida com ativos financeiros de 0,1 mil milhões de euros”. Porquê? A resposta está no novo programa de recapitalização da CGD anunciado pelo Governo.

Contudo, esse aumento provocado pela CGD é compensado pela redução do reembolso ao FMI, explica a UTAO. Em vez de serem pagos 8,8 mil milhões de euros, o Estado vai reembolsar o Fundo Monetário Internacional em seis mil milhões de euros.

Já as necessidades de financiamento do Estado para 2017 foram revistas em baixa, “em consequência da amortização prevista de títulos de médio e longo prazo se ter reduzido de 7,9 mil milhões de euros para 7,4 mil milhões de euros”.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa.

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