Governo assume Brent a 51,3 dólares nas projeções para 2017

  • Rita Atalaia
  • 14 Outubro 2016

O Executivo está a basear as suas projeções na possibilidade de o barril do Brent se situar nos 51,3 dólares por barril em 2017. Mas o preço poderá não se manter neste nível.

O Governo assentou as suas projeções para o próximo ano com petróleo mais caro. Na proposta de Orçamento do Estado, antecipa que o preço médio da matéria-prima deva avançar para 51,3 dólares por barril, um preço em linha com o que está atualmente no mercado.

“Nos primeiros nove meses de 2016, o preço do petróleo Brent apresentou uma forte quebra, tendo diminuído, em média, para 43 dólares por barril”, de acordo com a proposta entregue e apresentada hoje pelo Executivo. Este é o “preço mais baixo desde 2005, o que compara com os 54 dólares por barril registados no conjunto de 2015”, lê-se no relatório.

Para 2017, o Executivo assume uma valorização da matéria-prima, mas para 51,3 dólares. O preço do barril está, atualmente, acima dos 50 dólares, apesar de se manter cerca de oito dólares abaixo da previsão do Governo em termos de preço médio. O valor estimado baseia-se numa taxa de câmbio do euro de 1,12 dólares no próximo ano, em linha com o valor deste ano.

Nos primeiros nove meses de 2016, o preço do petróleo Brent apresentou uma forte quebra, tendo diminuído, em média, para 43 dólares por barril

Governo

Proposta do Orçamento de Estado preliminar para 2017

O Governo diz que a evolução dos preços deve-se ao excesso de petróleo no mercado, no seguimento do aumento da produção dos países da OPEP, nomeadamente do Irão. A “fraca procura global e a incerteza quanto às perspetivas de crescimento económico mundial” também têm pressionado a matéria-prima.

No entanto, o Governo de António Costa realça que se tem assistido a uma recuperação. “Os preços das matérias-primas não energéticas também atenuaram a sua descida, tendo diminuído 6,5% em termos homólogos de janeiro a agosto de 2016 (-17,5% no ano de 2015), devido sobretudo à aceleração dos preços dos produtos alimentares e dos metais”, de acordo com o documento apresentado.

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