Petróleo baixa dos 50 dólares. A culpa é da OPEP

A produção recorde da matéria-prima por parte do cartel está a pressionar as cotações do barril que voltou a negociar abaixo dos 50 dólares em Nova Iorque.

A Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP) levou o barril a disparar, mas o próprio cartel está agora a ser responsável pela queda dos preços. A produção recorde revelada no último mês leva a cotação da matéria-prima a cotar novamente abaixo da fasquia dos 50 dólares.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado no mercado norte-americano, está a cair 0,8% para cotar nos 49,78 dólares, baixando assim dos 50 dólares. No caso do Brent, que serve de referência para a Europa, a tendência é idêntica, com o barril a ceder 0,66%. Está, no entanto, a 51,47 dólares.

Esta nova sessão de queda reflete os dados da produção revelados pela OPEP. A produção de petróleo continuou a aumentar em setembro, registando um novo recorde. O cartel diz que este aumento se deve sobretudo à Nigéria, Irão, Líbia e Iraque. Já a Arábia Saudita registou a queda mais acentuada.

A produção recorde é conhecida depois de ter sido alcançado um acordo para travar a oferta da matéria-prima de forma a reequilibrar a oferta e a procura. Este acordo puxou pelas cotações, sendo que a disponibilidade da Rússia em seguir o corte catapultou as cotações que agora voltam às quedas com o ceticismo os investidores perante a redução efetiva da oferta.

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