Em atualização Excesso de oferta de crude mantém-se até 2017

  • Rita Atalaia
  • 11 Outubro 2016

A Agência Internacional de Energia diz que o excesso de oferta de petróleo deverá continuar até ao primeiro semestre de 2017. Já o crescimento da procura continua a abrandar devido à China.

A Agência Internacional de Energia (AIE) diz que o excesso de oferta de petróleo deverá continuar até ao primeiro semestre de 2017. A procura também não está a ajudar, continuando a abrandar devido ao crescimento fraco da OCDE e à desaceleração pronunciada da China, um dos maiores consumidores da matéria-prima.

A oferta global de petróleo cresceu em 600 mil barris por dia em setembro, de acordo com o mais recente relatório sobre o mercado petrolífero da AIE. Já a oferta dos países fora da Organização dos Países Exportadores de Petróleo cresceu quase 500 mil barris por dia, graças aos fluxos vindos da Rússia.

A produção mundial de 97,2 milhões de barris por dia revelou uma subida de 200 mil barris em relação ao ano passado, beneficiando do forte crescimento da OPEP. As boas notícias são dadas pelos produtores fora da OPEP. A AIE acredita que a oferta dos países fora do cartel vai diminuir 900 mil barris este ano, antes de recuperar em 2017.

A procura pela matéria-prima não deverá ajudar a travar o excesso de oferta. A estimativa da AIE é de que cresça em 1,2 milhões de barris por dia tanto este ano como no próximo, uma quebra de um máximo de cinco no final do ano passado que é explicada pelo fraco crescimento da OCDE e a desaceleração pronunciada da China, um dos maiores consumidores da matéria-prima.

OPEP em máximos

Olhando para a OPEP, a produção não dá sinais de ceder. Com o Iraque a produzir em níveis recorde e a Líbia a reabrir portos, a produção de crude do cartel cresceu para um máximo de 33,64 milhões de barris por dia em setembro.

A OPEP chegou recentemente a acordo para cortar a produção para um intervalo entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia. No entanto, ainda há muito ceticismo no mercado, que não acredita que os países serão capazes de definir os detalhes do acordo até à reunião de novembro. Não se sabe também se os países fora do cartel, como a Rússia, vão querer cooperar.

A Rússiadisse que está disposta a considerar congelar ou mesmo cortar a produção de petróleo em cooperação com a OPEP. O Presidente russo, Vladimir Putin, diz que espera que o cartel consiga chegar a acordo sobre os limites da produção e que o país está preparado para apoiar esta decisão. O petróleo disparou para máximos de um ano. Está acima dos 50 dólares em Londres e nos EUA.

(Notícia atualizada às 9h36 com mais dados da AIE)

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