Goldman Sachs vê petróleo subir até 10 dólares

O banco de investimento antecipa que o corte de produção de petróleo da OPEP pode levar os preços da matéria-prima a dispararem até 10 dólares no curto prazo, mas mantém estimativas para 2016 e 2017.

O Goldman Sachs antecipa que os preços do barril de petróleo possam subir até 10 dólares em consequência do corte de produção de petróleo anunciado pela OPEP. O plano de reduzir a produção de petróleo para o intervalo entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris diários “irá provavelmente oferecer suporte aos preços, pelo menos no curto prazo”, diz o banco de investimento, citado pela Bloomberg.

Apesar de antecipar esse impacto inicial positivo sobre as cotações da matéria-prima, o Goldman Sachs mantém o ceticismo em relação à forma como o acordo será implementado, razão suficiente para levar a instituição financeira a manter as suas estimativas de preços para 2016 e para o próximo ano. Uma visão que se deve à expetativa de que a incerteza se mantenha no mercado petrolífero durante os próximos meses, e que as quotas de produção continuem a ser excessivas.

“Estritamente implementada na primeira metade de 2017, mantendo tudo o resto constante, a quota de produção anunciada hoje [quarta-feira] deve valer entre sete e 10 dólares por barril de petróleo”, escreveram os analistas do Goldman Sachs na nota, lembrando, porém que, historicamente, foi necessária uma queda da procura para garantir o cumprimento das quotas, o que não será o caso atual, “com o crescimento resiliente da procura”.

Implementada na primeira metade de 2017, mantendo tudo o resto constante, a quota de produção anunciada hoje [quarta-feira] deve valer entre sete e 10 dólares por barril de petróleo.

Goldman Sachs

A OPEP produz mais de 40% do petróleo mundial, pelo que cortes de produção coordenados terão um impacto imediato em termos do equilíbrio entre a procura e a oferta. A história do cartel revela que qualquer ação não terá um efeito tão positivo como o anunciado. Os países membros ainda terão de acertar o que cada país irá cortar, sendo que o cartel habitualmente ultrapassa em quase 5% os objetivos estabelecidos, segundo o Goldman Sachs, o que eliminaria qualquer efeito de uma descida das metas de produção.

Depois do disparo de 6% no final da última sessão, após a surpresa do mercado com o acordo para o corte de produção, os preços do petróleo seguem esta quinta-feira em queda ligeira. O barril de Brent desliza 0,23%, para os 48,58 dólares, no mercado londrino, enquanto o West Texas Intermediate, transacionado em Nova Iorque, perde 0,15%, para os 46,98 dólares.

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