Petróleo em máximos de três meses apoiado na OPEP

O inesperado corte de produção pela OPEP na semana passada continua a impulsionar as cotações do petróleo nos dois lados do Atlântico.

As cotações do petróleo seguem em forte alta nos dois lados do Atlântico, com o crude a transacionar em máximos de três meses, em Nova Iorque, e o brent a transacionar acima da fasquia psicológica dos 50 dólares, em Londres, pela primeira vez desde meados de agosto.

Evolução dos preços do crude nos últimos três meses

Fonte: Bloomberg (Valores em dólares)
Fonte: Bloomberg (Valores em dólares)

A matéria-prima está a ser novamente impulsionada pelo inesperado acordo entre os países da OPEP com vista ao primeiro corte de produção de petróleo dos últimos oito anos. O barril de crude valoriza pela quarta sessão consecutiva, registando um ganho de 1%, para os 48,72 dólares, a cotação mais elevada desde o início de julho deste ano. Já o barril do brent avança 3,38%, para os 50,72 dólares, superando pela primeira vez desde meados de agosto a fasquia dos 50 dólares.

Sem um acordo final sobre a forma como será distribuída a redução da quota de produção entre os diferentes países membros, o que será decidido apenas na reunião do cartel, em novembro, já é sabido, contudo, que se tratará de um corte de 750 mil barris diários.

A histórica decisão que resultou de um encontro da OPEP que decorreu na passada quarta-feira, na Argélia, levou o petróleo a fechar setembro com o melhor registo mensal de ganhos desde abril.

O real significado do acordo de produção da OPEP da semana passada não é a dimensão ou o corte de output em si, mas sim o facto de a Arábia Saudita e a OPEP terem retomado a gestão ativa do mercado

Mike Wittner, responsável pela equipa de research de petróleo da Société Générale.

“O real significado do acordo de produção da OPEP da semana passada não é a dimensão ou o corte de output em si, mas sim o facto de a Arábia Saudita e a OPEP terem retomado a gestão ativa do mercado”, afirmou Mike Wittner, responsável pela equipa de research de petróleo da Société Générale. “É difícil exagerar a importância desta alteração”, acrescentou o responsável do banco de investimento francês.

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