JPMorgan corta previsões para o petróleo

  • ECO
  • 3 Outubro 2016

O banco norte-americano reviu em baixa as previsões para o preço da matéria-prima apesar do acordo para o corte na produção da OPEP. Sem acordo, o barril poderia baixar até aos 40 dólares.

A OPEP chegou a acordo para cortar a produção de petróleo, mas o JPMorgan duvida que isso leve a uma quebra na oferta no curto prazo. Perante o excesso de matéria-prima no mercado cortou as suas previsões para o preço do barril para os próximos meses e em 2017. Mas sem o acordo, a cotação poderia sofrer uma revisão em baixa ainda mais drástica.

Relativamente ao West Texas Intermediate (WTI), o banco de investimento cortou a sua previsão em sete dólares por barril no quarto trimestre deste ano para os 48 dólares. E reduziu em três dólares para os 53,75 dólares no caso de 2017, negociado em Londres. Para o total de 2017, o JPMorgan reviu em baixa o Brent para os 55,75 dólares, de acordo com a Bloomberg.

Estas novas estimativas comparam com o valor médio de 43,18 dólares do Brent durante este ano e 47,03 dólares no terceiro trimestre. É um valor ainda assim superior em cerca de cinco dólares do valor a que se regista atualmente no mercado. O Brent está a subir 1,79% para 50,80 dólares.

As reduções seguem-se ao corte na produção acordadas na semana passada. No entanto, o JPMorgan afirma que os cortes seriam ainda mais expressivos sem este acordo da OPEP – o banco norte-americano previa que o preço do barril caísse até aos 40 dólares – e alerta que o cumprimento do acordo é urgente para estabilizar os mercados, que têm sofrido com esta incerteza. Por outro lado, o Goldman Sachs prevê o aumento do preço em cerca de 10 dólares caso este acordo seja efetivo.

Recorde-se que esta redução da produção do petróleo acontece pela primeira vez em oito anos e, apesar de ainda não serem conhecidos os detalhes do acordo, prevê a produção de cerca de 796 mil barris por dia quando, em agosto deste ano, chegaram a registar-se 32,5 milhões. Esta medida pode favorecer os países que dependem fortemente da produção petrolífera que têm sido prejudicados pela constante queda de preços do barril.

Editado por Paulo Moutinho

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