Energéticas ditam perdas na bolsa nacional

Apenas um título do PSI-20 conhece ganhos, num dia em que a Europa também segue com sentimento negativo atrás dos mínimos de três semanas da Ásia. Índice luso recua 0,65%.

A praça lisboeta estende o sentimento negativo que marcou o arranque da sessão desta quinta-feira. O PSI-20 segue no vermelho pelo segundo dia consecutivo, perdendo já 0,43%, para os 4.526,54 pontos, com apenas três títulos em terreno positivo. A bolsa nacional segue o tom vermelho que marca a Europa, depois de as praças da Ásia terem recuado até mínimos de três semanas, com dados desanimadores sobre a economia chinesa. As exportações da China registaram, em setembro, a maior queda em sete meses.

A pressionar o desempenho do índice luso estão sobretudo as ações da EDP que recuam 0,98%, para os 2,82 euros, a corrigir dos fortes ganhos de ontem. A pesar também estão as perdas do restante setor energético: EDP Renováveis e Galp Energia deslizam 0,66% e 0,72%, respetivamente, para os 6,77 euros e 12,38 euros. As ações da Galp acompanham a desvalorização das cotações do mercado petrolífero, num dia em que o crude negociado em Nova Iorque recua abaixo da fasquia dos 50 dólares, pressionado pelas reticências em torno do sucesso do acordo na OPEP que visa cortar a produção da matéria-prima.

Pela negativa, destaque também para o setor das telecomunicações, com os títulos da NOS a recuarem 1,81%, para os 5,71 euros, e os da Pharol a perderem 0,4%, para os 25 cêntimos.

De salientar as perdas ligeiras da Mota-Engil — 0,06%, para os 1,72 euros — no dia em que a construtora anunciou o seu plano estratégico onde traçou como meta atingir em 2020 um volume de negócios de quatro mil milhões de euros.

Em alta, referência para os títulos do setor financeiro. As ações do BCP lideram as subidas do índice PSI-20, com ganhos de 0,57%, para os 1,54 cêntimos, depois de o banco liderado por Nuno Amado ter informou em comunicado oficial que vai proceder ao reagrupamento das ações representativas do seu capital social mediante a aplicação de um quociente de 1:75. Ou seja, por cada 75 ações detidas, os acionistas passarão a deter uma nova ação. A partir do dia 24 de outubro, a negociação já refletirá esta operação. No mesmo sentido seguem os títulos do BPI que avançam 0,09%, para os 1,13 euros.

(Notícia atualizada às 8:35)

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