Centeno: Banca precisa de período de estabilização

  • Rita Atalaia
  • 18 Outubro 2016

Mário Centeno diz que a banca precisa de um período de estabilização. Mas que está mais robusta do que há um ano. O ministro não considera que a criação de leis "à medida" dos bancos seja um problema.

Mário Centeno diz que o sistema bancário continua a necessitar de um período de estabilização. Mas que está mais robusto do que há um ano. O ministro das Finanças não nega que foram aprovadas várias leis feitas aparentemente “à medida” para resolver problemas de bancos específicos.

“O sistema [bancário] continua a necessitar de um período de estabilização que não foi concluído. Mas eu diria que está muito mais robusto do que há um ano e que é preciso amadurecer todas estas alterações durante algum tempo”, diz Mário Centeno numa entrevista ao Jornal de Negócios.

O Presidente da República decidiu vetar o fim do sigilo bancário por acreditar que o sistema financeiro ainda está muito frágil. No entanto, o ministro das Finanças diz que este argumento da instabilidade deverá cair em breve.

Leis feitas “à medida” para a banca

Questionado se não será perigoso estar a criar leis à medida dos problemas concretos dos bancos, como foi o caso do BPI e do BCP, Mário Centeno diz que desde que não causem problemas noutras circunstâncias dentro do setor, “não vejo daí grande problema“.

“A complexidade do que se passa no setor financeiro e a concorrência com quadros legislativos distintos do nosso é de tal maneira grande que não vejo um problema de maior em sermos flexíveis, desde que não se criem outro tipo de fragilidades no sistema”, explica o ministro das Finanças.

Falando de casos mais concretos no setor, Mário Centeno diz que a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos poderá acontecer ainda em 2016, dependente se a avaliação que está a ser feita pelos auditores da Caixa em conjunto com a Comissão Europeia termina dentro dos prazos previstos.

Em relação ao banco que resultou da falência do BES, o ministro diz que o “Novo Banco é um caso que se arrasta, que foi deixado por solucionar pelo anterior governo e é importante encontrar uma solução dentro dos ‘timings’ a cumprir”. Mário Centeno acredita que haverá novidades em breve.

 

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