Rocha Andrade: “Não sinto perda de confiança”

  • ECO
  • 19 Outubro 2016

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais sente que o caso Galp Energia não enfraqueceu a sua posição no governo. Lembra que vários governantes têm empresas sobre as quais não podem decidir.

O envolvimento no escândalo das viagens europeu de futebol pagas pela Galp Energia, não terá feito mossa na relação dentro do governo, esta é a convicção de Fernando Rocha Andrade. Em entrevista ao Diário de Notícias, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, afirmou que “seria preferível evitar aquele tipo de polémicas”, mas disse ao mesmo tempo sentir-se “em condições plenas de exercício das minhas funções”. E acrescenta: “não creio que a minha posição no governo tenha ficado enfraquecida“.

O caso remonta a agosto, altura em que foi conhecido que Rocha Andrade, a par de outros dois secretários de Estado, viajou a convite da Galp para assistir a jogos da seleção de Portugal no Europeu de França. Na sequência deste caso, o secretário de estado dos Assuntos Fiscais pediu escusa em decisões sobre a Galp, tendo o governo criado também um código de conduta para gerir este tipo de situações.

O secretário de Estado disse ainda que é habitual os governantes não poderem decidir sobre “uma lista grande de entidades”, realçando que o caso Galp Energia é só “mais uma”. “A única questão que aconteceu é que passa a haver mais uma empresa na qual o meu chefe de gabinete passa a adotar o procedimento de reenviar a decisão para o senhor ministro das Finanças”, afirmou Rocha Andrade, acrescentando que até agora, “não tive de tomar nenhuma decisão relativamente a essa empresa, mas já me foram presentes decisões para tomar relativamente a outras entidades em que tive a necessidade, precisamente, de invocar essa escusa, porque se verificavam situações que comprometiam a minha capacidade de decisão”.

Num comentário à proposta de Orçamento do Estado para 2017 apresentada no final da semana passada, o governante mostra-se confiante de que esta não deverá sofrer entraves em Bruxelas, por acreditar estarem respeitados os requisitos de consolidação orçamental. “Estamos confiantes de que esses objetivos de consolidação são cumpridos pelo draft que apresentámos na segunda-feira”, diz o governante. “Só o facto de a despesa não subir, o controlar a despesa, como se fez este ano e como se fará no ano que vem, é um contributo muito positivo para a redução do défice”, defendeu Rocha Andrade.

 

 

 

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