Desempregados inscritos nos centros de emprego diminuem em setembro

  • Margarida Peixoto
  • 24 Outubro 2016

O número de desempregados inscritos no IEFP diminuiu em setembro para o valor mais baixo desde junho de 2009. Número nunca tinha caído tanto num mês de setembro, desde que há registos.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego desceu em setembro para o valor mais baixo em mais de sete anos. Aliás, a queda registada em setembro foi a maior desde que há registos, nota o gabinete do ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

Em setembro, estavam inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) 491.107 desempregados, revelou esta segunda-feira o instituto. Face a agosto, o valor significa uma redução de 1,5%, o equivalente a uma diminuição de 7.656 pessoas. Em termos homólogos, a diminuição foi mais expressiva: a queda foi de 8,8%, ou seja, menos 47.606 desempregados inscritos.

Comparando com a evolução habitual em setembro, os números são favoráveis, já que o registo do IEFP mostra que esta foi a maior queda mensal face a todos os meses de setembro, desde 1989, frisa o gabinete de imprensa de Vieira da Silva.

O número é também o mais baixo desde junho de 2009, mês em que estavam inscritos menos de 490 mil desempregados.

Ainda assim, o movimento de procura do IEFP ao longo do mês de setembro recomenda cautela na leitura dos números. É que o número de inscritos ao longo do mês (por oposição ao stock) subiu 29,9% face a agosto. Houve 65.454 novas inscrições, por comparação com as 50.372 verificadas em agosto. Já face a setembro 2015 a procura ao longo do mês diminuiu 12%.

Os dados do IEFP correspondem a registos nos centros de emprego e diferem dos números apurados pelo Instituto Nacional de Estatísticas. Desde logo, nem todos os desempregados decidem registar-se nos centros de emprego. Os dados do INE são produzidos por inquérito e amostragem e são os habitualmente seguidos para efeito de verificação de metas políticas sobre o mercado de trabalho.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Desempregados inscritos nos centros de emprego diminuem em setembro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião