Lucros do BPI impulsionados pelo BFA

O resultado líquido do BPI aumentou 21,2% nos primeiros nove meses do ano, para 182,9 milhões de euros.

O BPI fechou fechou os primeiros nove meses do ano com um lucro consolidado de 182,9 milhões de euros, um crescimento de 21,2% face a igual período do ano anterior, anunciou o banco em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Para este resultado líquido contribuí a atividade doméstica, com 57,5 milhões de euros (mais 18,6 milhões do que em igual período de 2015), um crescimento de 48%, mas sobretudo a atividade internacional com 125,4 milhões de euros (mais 13,3 milhões de euros que no período homólogo de 2015). O Banco de Fomento de Angola (detido ainda em 50,1% pelo BPI, uma vez que ainda não se procedeu à venda dos 2% da instituição angolana à Unitel) ajudou com 121,9 milhões de euros, e o moçambicano BCI (onde o BPI tem 30%) com a restante parcela.

O produto bancário do banco liderado por Fernando Ulrich cifrou-se nos 908 milhões de euros, uma variação de 1,5% face aos primeiros nove meses de 2015, para o que terá contribuído um aumento da margem financeira de 12,6% e um recuo das rubricas de ganhos em operações financeiras e de outros rendimentos e encargos operacionais.

Os custos do banco também cresceram 0,7% para os 505,9 milhões de euros, impulsionados pelos custos com reformas antecipadas no valor de 50, 5 milhões de euros

Já o resultado operacional atingiu os 402 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, um crescimento de 2,5%.

O ROE (rentabilidade do capital investido) consolidado situou-se nos 10,5%, incrementado pela atividade internacional, sobretudo pelo BFA. O custo do risco de crédito baixou de 0,54% para 0,22%.

A carteira de crédito do BPI era no final de setembro de 23,9 mil milhões de euros, uma redução homóloga de 1,1%. Por seu turno, os recursos totais de clientes caíram 1,3% para 34,5 mil milhões de euros.

No final dos primeiros nove meses do ano, o rácio Commom Equity Tier 1 (CET1) “phasing in” era de 11,4%, e o CETI1 “fully implemented” era de 11%. Em ambos os rácios verificou-se uma melhoria.

O CET1 “phasing in” atingiu os 11,4%, mais do que os 10,9% registados a 31 de dezembro de 2015 e que os 10,4% registados em setembro de 2015. Já o CET1 “fully implemented” alcançou os 11%, melhor do que os 9,8% registados em dezembro e também acima do registado em Setembro de 2015 quando era de 9,3%.

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