Gasóleo vai registar forte queda. Agradeça à OPEP

Os preços dos combustíveis vão baixar na próxima semana. A gasolina fica mais barata, mas a maior descida será no gasóleo. Vai ter uma das maiores reduções deste ano à custa da queda do petróleo.

Tem carro? E o depósito está quase a chegar ao fim? Tente fazer render o combustível até ao arranque da próxima semana. É que os preços vão recuar, tanto da gasolina como do gasóleo. A maior descida será sentida no diesel: pode registar a maior queda desde o início do ano à boleia da descida dos preços do petróleo nos mercados internacionais. Há margem para uma queda de mais de três cêntimos, de acordo com cálculos do ECO.

Tanto a gasolina como o gasóleo afundaram nos mercados, acompanhando a tendência de queda registada pelo petróleo. Depois de subir com o acordo para o corte na produção, as difíceis negociação entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) associada à expectativa de que o cartel esteja a produzir a níveis recorde levou o barril a afundar para menos de 45 dólares.

Esta forte desvalorização da matéria-prima fez-se sentir especialmente nas cotações do diesel. A cotação média semanal do gasóleo nos mercados caiu 8,3%, a maior queda desde as primeiras semanas deste ano. Com base nos cálculos do ECO, há assim margem para que o valor por litro do gasóleo possa encolher em mais de três cêntimos, corrigindo parte das subidas registadas nas últimas semanas.

Tendo em conta o preço médio atual do gasóleo simples, de 1,189 euros, segundo a Direção Geral de Energia e Geologia (DGGE), há margem para que o litro baixe para valores em torno dos 1,16/1,17 euros, voltando aos preços registados no arranque de outubro. Já a gasolina poderá baixar da fasquia dos 1,40 euros, a confirmar-se a redução em torno de um cêntimo.

A gasolina ainda disparou no arranque da semana, fruto da explosão no oleoduto que transporta os combustíveis nos EUA, mas acabou por recuar nas últimas sessões com a queda do petróleo. O preço médio semanal, em euros, baixou 3,2%, abrindo a porta a um alívio, ainda que ligeiro, na hora de pagar a conta no posto de abastecimento.

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