CGD: Marcelo já disse o que tinha a dizer, sem porta-vozes

Marcelo Rebelo de Sousa considera para já o assunto encerrado. O comunicado divulgado sexta-feira à noite sobre a divulgação de rendimentos e património da administração da CGD foi claro.

“Sem porta-vozes” e “sem pontos de meio”. “O Presidente da República quando quer falar, fala“, disse Marcelo Rebelo de Sousa. E foi isso mesmo que o Chefe de Estado fez quando emitiu um comunicado na sexta-feira a explicar qual a sua posição relativamente ao dever de apresentação das declarações de rendimento e património por parte da administração da Caixa Geral de Depósitos.

Bombardeado com perguntas pelos jornalistas, durante uma visita esta manhã ao bairro Cova da Moura, Marcelo Rebelo de Sousa não quis adiantar nem mais uma vírgula em relação ao que disse no comunicado sobre o tema: no seu entender as declarações devem ser públicas, mas é ao Tribunal Constitucional que cabe solicitar essas declarações, a transparência assim o exige.

No comunicado, referindo-se a uma lei de 1983 que estabeleceu que os administradores de empresas com capital participado pelo Estado têm de apresentar as suas declarações de rendimentos, o Presidente considerou que as alterações feitas ao Estatuto do Gestor Público não desobrigam a atual gestão do banco público de apresentar os documentos junto do TC.

Disse o que gostaria de dizer, ponto ponto bem explicadinho e não tenho mais nada a dizer”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa. “O que o Presidente da República disse está dito” e o objetivo foi, garantiu, “para todos os portugueses perceberem o que o Presidente pensa”.

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