Acionistas do BCP adiam desblindagem para 21 de novembro

Ponto 2 relativo ao aumento do limite de votos de 20% para 30% foi adiado para dia 21 de novembro "por razões de procedimentos", segundo justificou António Monteiro, chairman do BCP.

Os acionistas presentes na assembleia geral do BCP aprovaram o alargamento do número de membros do Conselho de Administração do banco de 20 para 25 elementos, adiantou fonte oficial do banco. Mas o ponto dois, que diz respeito ao aumento do limite de votos de 20% para 30%, ficou adiado para o dia 21 de novembro.

À saída da assembleia, o presidente do Conselho de Administração do BCP, António Monteiro, explicou o adiamento da votação do ponto dois com “razões de procedimento”.

Cerca de 35% do capital do banco esteve representado nesta assembleia geral que vai abrir a porta à entrada do grupo chinês Fosun no capital do BCP.

Além do aumento do número de membros no Conselho de Administração, os chineses pretendem que os estatutos do banco sejam desblindados para que os limites de votação possam ser aumentados dos atuais 20% para 30%. A votação relativa a este ponto foi, no entanto, adiada para daqui a duas semanas.

Todos os restantes pontos foram aprovados por unanimidade. Foi dada luz verde dos acionistas quanto à manutenção dos estatutos do BCP (primeiro ponto), quanto à atualização, clarificação e retificação de algumas disposições do contrato da sociedade (terceiro ponto) e ainda quanto ao alargamento do board do banco português.

A Fosun pretende comprar 16,7% do BCP. Mas admite aumentar a sua participação até 30%. Antes, terão de estar asseguradas as setes condições que o conglomerado chinês impôs no âmbito da sua proposta para entrar no capital do banco português. Algumas das condições já foram cumpridas.

Em Portugal, a Fosun já é dona da Luz Saúde e da seguradora Fidelidade.

(Notícia em atualizada às 16h08)

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