Impresa rescinde com cerca de 20 trabalhadores

  • Lusa
  • 12 Novembro 2016

Forte queda nas receitas publicitárias ditou despedimento de 20 funcionários do grupo de media Impresa, que detém o canal de televisão SIC e o semanário Expresso.

A Impresa rescindiu com cerca de 20 trabalhadores, dez dos quais da Visão, disse a presidente do Sindicato dos Jornalistas, enquanto o grupo explicou que a “forte queda nas receitas publicitárias” levou à necessidade de “encolher a estrutura” da revista.

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) pediu uma reunião urgente com o grupo Impresa, dono do Expresso, da SIC e da Visão, entre outros títulos, na sequência da denúncia da existência de um plano de cortes de pessoal, que decorreu na sexta-feira.

No encontro, adiantou à Lusa a presidente do SJ, Sofia Branco, a Impresa negou a existência de um plano de reestruturação do grupo, mas admitiu a existência de rescisões voluntárias, “pontuais e cirúrgicas”.

O Sindicato dos Jornalistas criticou “a seletividade do processo”, disse Sofia Branco, que acrescentou que vão sair “dez pessoas da Visão, quase um terço da redação, o que representa um esvaziamento brutal” e terá “impacto editorial”.

Estas rescisões voluntárias, segundo o sindicato, afetam essencialmente a revista Visão e o jornal Expresso e tinham como objetivo chegar perto das 20 pessoas, incluindo outras publicações do grupo.

Na reunião com a Impresa, onde esteve presente o responsável pelos recursos humanos, Eduardo Gomes, e o diretor-geral de informação, Ricardo Costa, referiu a presidente do SJ, foi avançado que “já aceitaram a rescisão mais de 20 pessoas”, tendo sido garantindo que o processo “fica por aqui” e que não se alargará à estação privada do mesmo grupo, a SIC.

Sofia Branco disse ainda que na reunião foi repetido várias vezes que ou a Visão reduzia o número de trabalhadores ou então seria encerrada. Ou seja, que estava em causa a sobrevivência do título.

Contactada pela Lusa, fonte oficial do grupo afirmou que, “à semelhança do que também sucede atualmente noutros ‘publishers’, a Impresa recentemente levou a cabo processos de rescisões na sua área de imprensa” e, “apesar de ser líder no segmento no que respeita a circulação paga, a forte queda nas receitas publicitárias levou à necessidade de encolher a estrutura da Visão”.

"Apesar de ser líder no segmento no que respeita a circulação paga, a forte queda nas receitas publicitárias levou à necessidade de encolher a estrutura da Visão.”

Fonte oficial da Impresa

Lusa

A mesma fonte adiantou que “as negociações na Publishing já estão, na maioria dos casos, concluídas, sendo que muitas das saídas aconteceram por iniciativa dos próprios, que quiseram voluntariamente rescindir, e noutros casos por iniciativa da empresa”.

Acrescentou que, “adicionalmente, foi entretanto criado um departamento gráfico único, comum a toda a área de Publishing, tal como já sucede com o departamento de fotografia do grupo”.

Além disso, “o grupo decidiu criar uma redação comum para as revistas de ‘lifestyle’, onde se incluem a Activa, a Caras, a Caras Decoração, a TVMAIS e a Telenovelas, à semelhança do modelo que acontece há já vários anos com o Expresso e com a Exame”, acrescentou, salientando que “no total deste processo de rescisões saíram cerca de 20 pessoas”.

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