Juros a 10 anos da dívida portuguesa acima de 3,5% em dia de leilão

As taxas da dívida soberana europeia continuam a agravar-se. A dos juros portugueses segue a mesma tendência no dia em que o Tesouro realiza uma dupla emissão de dívida a seis e 12 meses.

Portugal regressa hoje ao mercado para emitir dívida. E vai enfrentar um contexto de agravamento de juros. As yields soberanas nacionais avançam na generalidade dos prazos, com a taxa a 10 anos a seguir acima da fasquia dos 3,5%, em máximos de fevereiro.

Os juros da dívida dos restantes países periféricos também estão a acelerar, uma tendência que é acompanhada pela Alemanha que assiste a um aumento das yields nas maturidades mais longas. Subidas que acontecem numa altura em que o mercado antecipa o fim dos juros baixos, que deverá ter o pontapé de saída com o início da era Trump.

A yield portuguesa a 10 anos sobe 11 pontos base, para se fixar acima da fasquia dos 3,5%, nos 3,604%. Trata-se da taxa mais elevada desde fevereiro. No mesmo sentido, seguem as taxas espanhola e italiana, que agravam no mesmo prazo perto de seis pontos e quase sete pontos, respetivamente, para 1,517% e 2,033%. As Bunds a 10 anos sobem quase três pontos base, para 0,333%, um máximo de janeiro.

Esta nova subida acontece no dia em que o IGCP, liderado por Cristina Casalinho, faz um leilão de dívida de curto prazo, através de uma dupla emissão a seis e 12 meses, tendo como objetivo colocar um montante indicativo entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros. É o último leilão de bilhetes do Tesouro deste ano.

Ao contrário do que acontece nas obrigações do Tesouro, no mercado secundário, a dívida de curto prazo beneficia de um alívio, com a taxa a 12 meses a recuar pouco mais de um ponto base, para 0,006%.

 

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