Centeno sobre CGD: “Não contribuirei com mais ruído”

  • Margarida Peixoto
  • 18 Novembro 2016

Apesar da insistência dos deputados da oposição, Centeno aguentou três horas e meia de debate sem esclarecer se se comprometeu por escrito a isentar a gestão da Caixa da entrega de declaração.

Foram cerca de três horas e meia de debate na Assembleia da República. É certo que o tema era Orçamento do Estado para 2017 — tratou-se da discussão na especialidade — mas o ministro das Finanças resistiu aos sucessivos apelos da oposição e manteve-se em silêncio sobre se firmou, ou não, algum compromisso escrito com a gestão da Caixa Geral de Depósitos para isentá-la da necessidade de apresentar a declaração de rendimentos e património ao Tribunal Constitucional.

“Houve legislação sobre essa matéria, essa legislação está em vigor, este é o tempo do Tribunal Constitucional. Eu não contribuirei com ruído para esta questão”, disse o ministro, na sua última intervenção no debate, que terminou já depois das 14 horas. E acrescentou ainda: “O ruído que tentam lançar tem outro objetivo, mas um dia, saberemos essa situação.”

Mário Centeno assegurou que “o Governo está concentrado na recapitalização da Caixa” e remeteu outros assuntos para mais tarde: “A seu tempo teremos oportunidade para discutir outras matérias, hoje estamos aqui para discutir o Orçamento do Estado.”

Em causa está a resistência da equipa liderada por António Domingues em apresentar a declaração de rendimentos e património ao Tribunal Constitucional. Na quinta-feira, Lobo Xavier garantiu, no programa Quadratura do Círculo, da SIC, que o Governo firmou compromissos escritos com a gestão da Caixa onde assegurou que os novos administradores não teriam de se sujeitar à apresentação das declarações.

Ao que o ECO apurou, pelo menos até ao final desta quinta-feira os juízes do Tribunal Constitucional ainda não tinham recebido qualquer pedido, ou qualquer declaração, relacionada com a questão da CGD.

Durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado, o ministro revelou que a injeção de capital público prevista para a Caixa Geral de Depósitos, que pode ir até 2,7 mil milhões de euros, será adiada para o próximo ano.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Centeno sobre CGD: “Não contribuirei com mais ruído”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião