Faria de Oliveira: “Este ruído é muito negativo para a Caixa e para o sector”

  • ECO
  • 17 Novembro 2016

O presidente da APB diz que é urgente acabar com o impasse que se gerou em torno da Caixa. E está confiante numa solução para o Novo Banco até ao final do ano.

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), considera que todo ruído gerado em torno da entrega ou não das declarações de rendimentos da nova equipa de gestão da Caixa ao Tribunal Constitucional (TC) é “extremamente negativo” não só para o banco público como o setor, e apela à rápida resolução do mesmo. As afirmações de Faria de Oliveira foram proferidas numa entrevista de hoje ao público e à Rádio Renascença (acesso pago).

“Todo este ruído acerca da CGD é extremamente negativo. Para além do seu programa de recapitalização, a CGD precisa de estabilidade e precisa de entrar em pleno funcionamento. E este ruído ensurdecedor é profundamente negativo. É tempo de acabar com ele”, disse o presidente da APB.

Questionado sobre se os novos gestores da CGD devem ou não entregas essas declarações ao TC, Faria de Oliveira diz que “a interpretação da lei apontará nesse sentido” e que, independentemente dos acordos que tenham feito, esta obrigatoriedade resulta dos “termos da lei”.

Faria de Oliveira apela ainda para a necessidade de terminar o mais rápido possível com o atual impasse, atendendo aos riscos que daí podem resultar para o setor financeiro como um todo. “Não pode demorar muito mais tempo. O sistema financeiro e qualquer instituição do sistema financeiro necessita de estabilidade. Este ruído é muito negativo. É muito negativo para a Caixa e é muito negativo para o setor bancário no seu conjunto”, afirma o presidente da APB.

Confiança numa solução para o Novo banco até final do ano

Outro dos temas debatidos na entrevista ao Público e à Rádio Renascença foi a situação em torno da venda do Novo Banco. Faria de Oliveira mostra-se confiante que será possível encontrar uma solução para o banco que resultou da resolução do BES ainda até ao final do ano. “Tenho a convicção de que até ao final do ano poderemos ter notícias no sentido de ver este problema solucionado, pelo menos uma negociação que permita chegar a um resultado positivo”, afirma Faria de Oliveira.

O presidente da APB salienta ainda que o importante é que o futuro acionista seja “uma entidade o mais credível possível, de maneira a reforçar o sistema bancário português”.

Os fundos de investimento Apollo e Centerbridge, Lone Star e o banco China Minsheng apresentaram a 4 de novembro novas ofertas vinculativas de compra do Novo Banco. Já o BCP informou o Banco de Portugal que se mantém disponível para continuara a avaliar o dossiê, enquanto o BPI ter-se-á afastado do processo.

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