ANA preocupada: Aeroporto de Lisboa vai ser insuficiente a partir de 2018

  • Lusa
  • 17 Novembro 2016

"O crescimento do próximo ano pode ser acomodado mas o crescimento de daqui a dois anos não pode ser acomodado. É impossível", disse Jorge Ponce de Leão, presidente da ANA.

O presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, Jorge Ponce Leão, manifestou hoje a sua preocupação com a falta de decisão governamental relativamente ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, alertando que vai faltar capacidade para o crescimento esperado até 2018.

“Estamos hoje muito preocupados com o tempo que está a levar a tomar uma decisão sobre esta questão”, afirmou Ponce Leão, sublinhando que a gestora de aeroportos “pediu há dois anos o início da discussão de uma solução”.

O mesmo responsável vincou que o contrato de concessão existente entre o Estado português e a ANA “fixou as condições em que as partes devem discutir” o reforço da capacidade do aeroporto da capital portuguesa: atingir 22 milhões de passageiros/ano, 185 mil movimentos/ano, 80 mil passageiros no trigésimo dia, e 585 movimentos/dia.

Dois dos ‘triggers’ [condições] já foram atingidos este ano e todos estarão atingidos para o ano. Isto significa que o concedente e o concessionado têm que começar a discutir esta questão”, considerou.

E acrescentou: “Para o Verão do próximo ano, da totalidade de ‘slots’ [vagas para voos] disponível, nesses sete meses vamos ter menos de dois ‘slots’ disponíveis por dia. O crescimento do próximo ano pode ser acomodado mas o crescimento de daqui a dois anos não pode ser acomodado. É impossível”.

O líder da ANA, vendida por mais de três mil milhões de euros ao grupo francês Vinci em 2012, no âmbito do programa de privatizações do anterior Governo e durante o resgate da ‘troika’, foi o orador numa palestra promovida pela SRS Advogados, em Lisboa.

“O que Aeroporto de Lisboa está a perder é a sua capacidade competitiva enquanto ‘hub’ [plataforma de voos]”, lançou, apontando para a importância de assegurar o tempo mínimo de conexão entre duas ligações.

“Estamos neste momento à mercê da capacidade de outras aeroportos, que estão com uma oferta com uma qualidade que o Aeroporto Humberto Delgado neste momento não pode ter. Ainda mais grave porque se acentua nos momentos em que precisávamos de ter mais oferta”, assinalou.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

ANA preocupada: Aeroporto de Lisboa vai ser insuficiente a partir de 2018

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião